::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

Never too old for Riggs and Murtaugh!

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Resolvemos retomar as atividades por aqui!!

E, para recomeçar em grande estilo, quero falar de uma franquia apaixonante que é um xodó do casal❤

O assunto me veio à cabeça pois acabamos de rever (pela 4ª ou 5ª vez) todos os Máquina Mortífera (Lethal Weapon) em versão Blu-ray, adquirida recentemente [no Saldão do Nick] como presente meu para o meu agora marido Luiz!

Mas, antes das considerações sobre os filmes e tudo mais, vamos para uma historinha rápida!

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Durante o tempo no qual o Bizarríssimo morou no Equador, ele me mandava presentes em datas especiais, obviamente. Em uma das vezes, chegou até a minha casa uma caixa retangular dos Correios. Quando abri, lá estavam quatro DVDs, com Mel Gibson e Danny Glover na capa.

O título, era conhecido de qualquer criança que, assim como eu, teve a infância passada nos anos 90 assistindo a Sessão da Tarde: Máquina Mortífera! Mas, assim como a maioria das menininhas que tiveram uma mãe como a minha, eu não tinha ideia do que aquele filme de policiais e ação se tratava…

Imaginei então, pelo próprio nome, que era algo com muito sangue, perseguições e metralhadoras, no estilo badass muito comum para a época também.

Abri a caixa e dei o play confiando única e exclusivamente em quanto meu namorado me conhecia e com a certeza de que alguma coisa ali iria me conquistar.

Dito e feito!

A HISTÓRIA

Martin Riggs perdeu sua esposa e tenta, sem sucesso, se matar. Roger Murtaugh completa 50 anos e está próximo da aposentadoria. Cada um tem seus ímpetos e maneiras de combater o crime. Mas, como dois perfis tão diferentes podem dar certo?

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No fim das contas, exatamente por serem tão distintos, é que os personagens completam um ao outro. Na sequência dos filmes, a gente descobre que tudo que eles precisavam, na verdade, era um do outro.

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A relação entre os dois protagonistas é brilhantemente construída em cada uma das partes da quadrilogia, com sequências emocionantes, impactantes, divertidas e sofridas que mostram situações que, quando divididas entre os dois policiais, fazem com que a parceria deles cresça e conquiste o espectador.

TRILHA SONORA

Composta e executada por Michael Kamen, Eric Clapton e David Sanborn, a trilha sonora é um capítulo à parte, que merece todo o destaque possível!

Durante dias, e até semanas, você vai cantarolar os ritmo dos temas musicais de Máquina Mortífera, é um fato.

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Algo que eu só reparei da última vez que vi os quatro filmes é que, para cenas nas quais o destaque é Murtaugh, o tema escolhido é o do saxofone. Já Riggs, fica com as guitarras inconfundíveis em seus momentos de foco. 

Para fechar tudo com chave de ouro, Why can’t we be friends, da banda War, sintetiza bem tudo que a dupla passou durante toda a história junto com a família e outros amigos que surgiram pelo caminho! A canção vem junto com os créditos finais, que trazem fotos de todas as épocas (o que sempre me faz chorar…)

O ELENCO

Outro destaque importantíssimo, na minha opinião, é a manutenção dos mesmos atores, do início ao fim.

Uma mudança, especialmente na dupla principal, poderia ter sido letal (com o perdão do trocadilho) para todo o desenvolvimento da trama e dos personagens.

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Além disso, os acréscimos são sempre de peso: temos Joe Pesci logo na primeira parte de sequência, com seu hilário alívio cômico Leo Getz, Rene Russo (na terceira parte) interpretando Lorna, a única mulher durona o bastante para deixar Martin Riggs literalmente de queixo caído e ao mesmo tempo curar as feridas do policial e, na reta final, Chris Rock aumentando os decibéis e o humor, como o genro ‘desconhecido’ do sargento Murtaugh.

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WE’RE FAMILY!

Todo esse desenvolvimento não pode terminar de maneira mais propícia.

A arma letal em forma de homem e o sargento que quase se aposenta por mais de uma vez, renovam as energias com duas novas vidas que chegam em suas histórias, mostrando que não estão não velhos demais pra essa merda toda!

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Pra mim, Máquina Mortífera vai muito além dos filmes de ação, tanto os das décadas de 80/90, quanto os de agora.

Quem desconhece a franquia e os personagens pode, assim como eu há muito tempo atrás, pensar que vão rolar somente explosões intermináveis e um protagonista que nunca morre, apesar das tentativas exaustivas do pessoal malvado.

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Nada disso deixa de existir, porém, tudo tem seu lugar e sua lógica. A ânsia pela morte e por matar, dá lugar ao companheirismo e ao extinto de sobrevivência e justiça. As loucuras dão o tom leve e divertido que é possível se observar em diversos momentos.

Mas, quando Murtaugh e Riggs precisam falar sério e abordar assuntos pesados como preconceito, drogas, prostituição, perdas indesejáveis, envelhecimento (porque não) e o quanto o mundo pode ser cruel com os mais fracos, eles o fazem com maestria por meio de seus diálogos de pai e filho, de amigos eternos e de parceiros para todas as horas.

É impossível não crescer com eles, não aprender com eles, não amá-los e não se tornar parte da família deles!

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Shows, apresentações, espetáculos e amor pela música!


Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida, é ir em shows! De verdade! Eu acho que tem uma atmosfera que não é conseguida em nenhum outro lugar ou evento.

Além disso, todo o pré-show é delicioso pra mim. Desde o momento em que vejo o anúncio da apresentação de algum músico ou banda que gosto muito, passando pela programação para ir à bilheteria comprar os ingressos, até a fila para entrar, a visualização do palco e o primeiro acorde que enche casas de show, estádios, ou qualquer outro lugar!

Tudo bem que, até o momento em que os meus pés encostam no chão de onde tudo vai acontecer, fico com borboletas revoltadas no meu estômago e não sossego enquanto tudo não dá certo, mas, acho que aí é mais um dos aspectos lindos disso tudo!


Em Belo Horizonte não chegam tantos shows que eu gostaria, mas acho que, da grande maioria dos que me empolgaram no momento do anúncio, eu consegui participar. Na última quarta-feira não foi diferente.

Eu e meu Bizarrinho fomos à apresentação do Black Label Society, aliás, o nome certo mesmo é show (com o perdão da repetição da palavra, mas é o nome que deve ser dado para o que aconteceu!)

Devo ressaltar que me incomodei demais com o atraso de quase duas horas que rolou, especialmente por se tratar de um dia de semana e pela reação do público. Ah, o público! Talvez uma das poucas variáveis que não me agradam tanto em eventos desse tipo… As pessoas parecem não saber lidar com aglomerações e ainda acham tudo bom, até o desrespeito com quem pagou ingresso e se deslocou para acompanhar o evento.

Mas enfim, como eu iniciei o texto falando sobre a força que a música e o clima de um palco todo pronto para entreter e emocionar as pessoas, o saldo da noite foi positivo!

É impressionante como uma guitarra pode se comunicar com a gente da forma como Zakk Wylde consegue fazer. A banda toda é fantasticamente impecável e, por isso, ressalto a capacidade deles de, traduzir em notas e acordes, a palavra “espetáculo”!

Voltando aos aspectos que me fazem adorar shows, o amor pelo que estão fazendo ao se apresentar é um fortíssimo!

E, se esses caras não amam a música que fazem e o fato de estarem em cima de um palco mostrando isso pros outros, eu não sei quem ama. As demonstrações de felicidade, satisfação e a interação com o público foram constantes e completaram uma apresentação empolgante.

Levem em consideração que um homem barbudo, cabeludo, usando colete, correntes, roupa preta e todo o aparato que condiz com o tipo de música que ele toca, senta em um piano e consegue deixar meus olhos cheio d’água ao interpretar a lindíssima In This River.

Isso por dois motivos simples que compartilho com ele: música de qualidade e o sentimento universal da amizade e amor que transcendem até a morte.

São momentos assim que, para mim, fazem tudo valer a pena!

A bela e sombria arte de The Backwater Gospel

Sou um grande fã da banda Echo & The Bunnymen e estava procurando pelo clipe de Killing Moon no Youtube.

Nos vídeos relacionados acabei encontrando essa animação (que eu achei que na verdade era o clipe de alguma banda desconhecida) que me conquistou logo de cara pelo traço “sujo” e o tema obscuro.

Com uma trama muito bem desenvolvida, temos como cenário um pequeno vilarejo que lembra muito as pequenas cidades dos Estados Unidos que fazem divisa com o México, uma igreja, um músico e um pastor/padre que aterroriza as pessoas falando sobre pecados e o julgamento final.

O músico, que aparentemente não concorda muito com aquilo, é o único que não entra na igreja.  O desfecho (sensacional) eu deixo para quem estiver lendo conferir na própria animação.

Vale ressaltar a trilha sonora e o belo e sinistro visual do curta que deixam a coisa toda ainda mais atrativa (ao menos para mim).

Confiram essa belezinha:

Surpresas agradáveis que acontecem na vida


Não sei se é muito comum acontecer isso com vocês, mas eu e o Luiz, várias vezes nos vemos na situação em que já vimos todos os filmes em cartaz no cinema e resta aquele que não foi muito comentado, ou que não seria uma primeira opção para a gente por motivos diversos.

Em uma dessas, nos deparamos com o horário compatível para conferir “Os Intocáveis” na telona. A única coisa pré filme que tivemos acesso foi aquele resuminho que o pessoal coloca no site junto com a imagem do cartaz.

Nos deparamos, então, com uma história maravilhosa, executada de forma fantástica. Não saberia conceituar pra vocês um “estilo” no qual o filme se encaixa. Ele tem drama, tem comédia (na medida e da maneira exatas) e é baseado em uma história real.

O que eu sei dizer é que é um filme excelente!


A construção dos personagens é feita desde a primeira cena até o último momento, no qual você ainda não sabe o que vai acontecer e o que a trama reserva. Philippe é um tetraplégico rico e me refiro a ele assim porque é exatamente a forma como as pessoas a seu redor o enxergam.

Isso até a chegada de Driss que, em busca de uma assinatura para conseguir alguns meses de seguro desemprego, acaba sendo escolhido para trabalhar cuidando do milionário por causa de sua atitude durante a entrevista de emprego.

A partir daí, a gente é colocado na pele dos dois personagens. Conhecemos a realidade pobre e difícil de Driss em contrapartida ao palácio cercado de confortos e riquezas onde vive Philippe.


Mas não é só essa dicotomia abordada. Uma coisa sobre a qual eu sempre penso muito é retratada na tela. É claro que a gente vive e age de acordo com a realidade na qual fomos criados e aprendemos a aceitar.

E é aí que vem o maior choque desta história toda, na minha opinião. Philippe não entende como alguém consegue não tratá-lo como um inválido e lidar com ele como uma pessoa comum. Já Driss nunca imaginou tanta ostentação em um lugar só e não compreende coisas que parecem tão simples para o patrão, como pagar fortunas em obras de arte que “qualquer um poderia fazer”.

Além disso, a música é um outro artifício usado para deixar claro esses conflitos. Enquanto Driss adora Earth Wind & Fire e outras bandas “populares”, Philippe admira e é conhecedo de música clássica.

O grande mérito então, está no fato de, ao mesmo tempo de não entenderem essas atitudes e realidades diferentes, cada um desses personagens deseja ser tratado dessa maneira que nunca foi próxima deles antes!


Veja bem, eles desejam essas mudanças que apareceram sem pretensão na vida deles e começam a fazê-las acontecer! Como eu já disse lá em cima, foi exatamente assim que esse filme apareceu na vida dos dois donos deste blog: sem a mínima pretensão e conquistando espaço!

Sair da zona de conforto e tentar imaginar como outras pessoas enxergam a vida sempre foi um tema que me chamou muito a atenção e o filme aborda isso de uma maneira ao mesmo tempo leve e reflexiva.

Portanto, a minha dica é: dê a oportunidade para essa produção francesa fazer a diferença na sua vida também e vai abrir seus olhos pra muita coisa além do convencional!

Fiquem com a cena mais espetacular do filme e que, na minha modesta opinião, passa bem o clima dele no geral:

Batman e eu, eu e Batman.

Muitas pessoas brincam comigo por conta dessa adoração que tenho pelo Batman. Hoje mais cedo eu estava pensando no assunto e me lembrei que talvez a origem disso tudo tenha sido no primeiro filme que vi no cinema: Batman, de Tim Burton.


Me lembro que na cena dessa imagem acima eu sai correndo pela sala com um misto de pavor, intriga e admiração.

Desde então, todas as minhas roupas, capas, bonecos e quadrinhos foram do Homem Morcego (fora o tokusatsu) e é assim até hoje, vide a minha foto do perfil no Facebook.

Batman é e sempre será mais que uma pessoa de capa. Ele é uma ideia que ao menos na minha cabeça estará presente para sempre.

Perca o humor agora, pergunte-me como.

 

Como é difícil fazer dieta. Pensar no MONTE de coisa que eu vou deixar de aproveitar e principalmente no quão mal humorado eu vou ficar e já tenho ficado.

É muito tenso, eu não consigo deixar de comer. Não tem essa de comer um pouco e esperar que a fome vai embora, eu sou um cara muito grande pra isso.

Penso em comida o tempo todo. Pra piorar, na minha família, celebra-se a comida! Nos reunimos para conversar e estar juntos sempre onde exista comida e todo churrasco é uma festa.

Ir em uma festa e ver todo mundo (magro) comendo e bebendo tudo que desejam é muito tenso. Se eu começo a comer, preciso ir até o final e isso nunca vai mudar. Festas realmente são torturas.

Não adianta comer de 3 em 3 horas porque isso me dá mais fome, a única coisa que me alivia é comer até ficar satisfeito ou dormir e não estou podendo fazer nenhuma das duas coisas.

Estou MUITO acima do meu peso, fico cansado facilmente, durmo mal e ando indisposto mas eu não acho que isso venha a valer 0,1% do esforço de não comer. Fora a estética: milhares de roupas e visuais que nunca pude usar porque não tinha o meu número e logicamente o complexo de vez em quando bate na porta podendo ou não ir embora rapidamente.

Com tanta doença que dá pra tratar eu tinha que ter uma incurável? Tenho que dar graças a Deus por não ter nada sério mas essa aí pode levar a outras e é por isso que me esforço, em vão e já tem uns bons dez anos, em tentar reduzir um pouco o peso.

Mal do século? Esse é o meu.

Batman ressurge e marca seu nome na história


Quem gosta do Batman, seja nos quadrinhos, filmes, desenhos animados, ou de qualquer forma, tem a obrigação de ver The Dark Knight Rises. O filme é, literalmente, um presente para os fãs. Se você não tem nenhuma ligação com o herói, a produção cinematográfica é uma ótima aula de como se fazer cinema!

O filme é claramente bem planejado, minuciosamente trabalhado e elaborado nos mínimos detalhes. Christopher Nolan não poderia ter encerrado uma trilogia de forma mais bonita, emocionante e com tanta qualidade.

No momento em que você acha que já foi o suficiente, que The Dark Knight Rises chegou ao ápice, lá vem mais pedrada na sua cara, mais tensão, mais emoção! E é disso que o filme é contruído, emoções em todos os sentidos possíveis da palavra.

Isso se deve muito ao fato do protagonista ser um personagem baseado em conflitos humanos que, desde Batman Begins, são muito bem explorados. Chego então a um outro ponto que me chamou muito a atenção: como o terceiro filme conseguiu se ligar tão bem aos dois primeiros e trazer citações e conexões com os anteriores de forma leve e marcante.


Mas, ao mesmo tempo, The Dark Knight Rises é algo totalmente novo, mostrando mais os jogos de poder nas relações sociais, mesmo em tempos de relativa paz em Gotham City. Assim, o foco continua sendo o Batman, obviamente, mas os personagens secundários não podem ser hierarquizados, já que todos têm importâncias gigantes e muito bem construídas e trabalhadas.

A minha única ressalva é a Mulher Gato, que não me convenceu muito, mas me agrediu muito menos do que eu imaginei. Senti um pouco a falta de mostrarem mais o lado vilã dela e o cabelo solto quando usando a máscara e a roupa me incomodam um pouco esteticamente…

Ainda sobre as expectativas, o meu receio de sentir um buraco pela falta que o Coringa poderia proporcionar, foi pelos ares, já que um novo mundo surge na sua frente e você passa a lembrar de The Dark Knight como uma ponte que levou a esses novos tempos.


A ideia de criar o caos, necessária para o bom desenvolvimento do Bane como personagem e vilão, foi colocada em prática de maneira primorosa. Você consegue se sentir dentro da cidade, vendo tudo cair aos pedaços e aí o espectador sente a necessidade da chegada triunfal de Batman. E isso pra mim é o que faz com que o filme esteja acima de qualquer outro do gênero.

Quem está sentado na cadeira do cinema, quando consegue parar para respirar, é levado a percebe o quanto é necessária a presença do homem morcego urgentemente! Essa urgência faz com que cada cena que se segue seja importantíssima e faz você não querer desgrudar os olhos da tela.

Fui levada às lágrimas algumas vezes durante o filme (não que eu seja um grande parâmetro, porque me emociono e expresso essas emoções facilmente), e credito isso à competência da criação dos diálogos e das sequências de tensão.

O suspense também ajudou muito nisso tudo, já que as situações “demoram” a se desenrolar e, quando você está preocupado e envolvido com determinado acontecimento, o diretor te leva para o outro lado da cidade onde algo mais está tomando lugar para depois juntar tudo sem deixar pontas soltas!


Como não gosto de escrever textos sobre filmes com spoilers, queria só citar a parte que mais me emocionou. Em Batman Begins, a cena na qual o pequeno Bruce Wayne cai no poço e seu pai o salva e fala para ele: “Why do we fall down, Bruce? So we can learn to pick ourselves up again” é para mim algo que serve para todo mundo, em todos os aspectos da vida. No primeiro filme da trilogia, Alfred volta a lembrar o adulto Bruce dessas palavras e, em The Dark Knight Rises, ele se lembra disso mais uma vez!

Além de me mostrar que tudo foi costurado e elaborado maravilhosamente na construção desse protagonista, também me serviu muito como pessoa a confirmar algo no qual eu acredito muito: que a gente leva tombos nessa vida é para se levantar e seguir mais fortes!

Se pararmos para pensar mais um pouco ainda, olha como foi tudo construído desde o início! Já no primeiro filme, era ensinado ao personagem principal a importância de se reeguer, o que é exigido dele tempos depois, na última parte da história.

Por falar no protagonista, ressalto que Christian Bale, para mim, é um Bruce Wayne perfeito em todas as suas fases. Vai do playboy incontrolável ao herói quebrado de maneira impressionate e, algo que eu acho muito importante, tem feições ótimas para o Batman com a máscara. Os olhos e a boca são muito expressivos.


Enfim, afirmo com toda a certeza que este foi um filme digno deste herói cheio de nuances e conflitos tão humanos, assim como a trilogia, que mostrou, de maneiras diversificadas, um pouquinho mais de um dos melhores Batmans que eu já tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar.

Quando eu já estava com o texto quase todo elaborado, o meu bizarrinho Luiz me mostrou o vídeo da crítica do Maurício Saldanha e tudo que ele disse encaixou bastante com o que eu senti ao ver o filme. Então, deixo o link para vocês verem também!

O inusitado funcionamento da minha cabeça

Estranhas lembranças que eu tenho:

Em um janeiro do comecinho da década de 90 quando eu morava em Belém, fui com meu pai e minha mãe receber meus avós no aeroporto. O avião atrasou e fomos esperar. Era de noite e a espera ia até a madrugada.

Fomos pra uma sala da aeronáutica, era uma pequena sala com uma tv bem velha passando filmes em preto e branco. Eu me diverti com o filme e depois dormi num pedaço do sofá, entre meu pai e minha mãe.

Acordei com as palavras da minha mãe: “o vô e avó chegaram”. Não sei porque lembro disso tão bem assim mas sinto uma melancolia e felicidade diferente ao pensar nesse dia.

Vai entender minha cabeça.

Dark Shadows e meu amor por Burton e Depp


Eu começo o meu texto avisando que sou suspeita para falar de Tim Burton e suspeita para falar de Johnny Depp. Logo, já saiba que esse será um comentário suspeitíssimo sobre Dark Shadows!

Concordo com o Luiz quando ele disse no Facebook que as pessoas estão meio amarguradas para falar do Tim Burton, já que as críticas que acompanhamos desceram a lenha no diretor. E concordo mais ainda quando ele disse que, obviamente este não é o melhor filme dele, mas também não tem nada de ruim!

Vou começar pela parte positiva mais óbvia. Como todos os filmes dele que eu já vi, sem nenhuma exceção, a estética é fantástica, super bem trabalhada e lindíssima! Eu adoro a maneira como ele opõe as cores e a escuridão.

Especificamente nesse filme, outra coisa que me chamou a atenção foi toda a ambientação dos anos 70! Detalhes como o destaque para filmes em cartaz, uma cidade pequena da época, o posto Shell, as cores vibrantes, as luzes de danceteria, enfim, toda a construção dessa época do passado parece ser cuidadosamente trabalhada.


Outra parte crucial nessa volta no tempo é a música. Passo então para um tópico totalmente à parte! Outra parceria que sempre me agrada é a participação do Danny Elfman nos filmes do Burton e dessa vez não foi diferente. Pra mim, a trilha sonora foi responsável por 90% da ambientação, tanto na escolha das músicas da década de 70 para cenas específicas quanto as canções instrumentais em momentos de tensão, aventura, etc.

Mais uma vez a gente localizou o personagem com caracaterísticas que se repetem quase sempre nos filmes de Tim Burton: branquinho, de cabelos pretos, introspectivo e que não se relaciona bem com a sociedade. Dessa vez é o pequeno David Collins que diz manter contato com a mãe que morreu.

A construção dos personagens, no início, é muito bem feita. Um detalhe que eu reparei é a forma do público conhecer cada um deles de acordo com a maneira como eles enxergam a mansão dos Collins. A cada momento que um novo personagem é inserido, ele chega na casa e faz algum comentário sobre ela, o que deixa implícito a maneira como ele vai agir durante toda a história.

Burton vai construindo também a trama com um tipo de humor que eu gosto muito, ressaltando o anacronismo entre o vampiro que dormiu por duzentos anos e a realidade da década de 70. Além disso, ele faz com que a gente se apaixone pelo vampiro Barnabas Collins, se identifique com a dor de amor que ele sofre e a maldição pela qual passa, mas sem deixar de mostrar que, querendo ou não, ele é um vampiro que vai matar para se alimentar.


Mas, devo admitir então o que considerei uma falha. A expectativa de um final que mantivesse esse ritmo excelente do resto do filme ficou super alta para mim e, de repente, as coisas começaram a acontecer rápido demais. Na minha opinião, alguns pontos foram explorados excessivamente no começo e, no fim, foi preciso correr para acrescentar todas as informações que o roteiro pediu.

O que acontece é que o salto foi muito brusco e eu me senti meio perdida no cinema. De repente as coisas mudaram, revelações foram feitas na cara do espectador, agora sem a preparação toda que foi realizada lá no início. Acredito que muito disso se deve à necessidade de encaixar várias temporadas da série/novela na qual o filme foi baseado em menos de duas horas de produção cinematográfica.

Posso dar dois exemplos que me causaram essa sensação: Roger Collins é pouquíssimo abordado até a metade do filme, de repente, Barnabas percebe que ele é um golpista, faz um proposta para que ele deixe a casa e o personagem simplesmente é descartado em menos de dois minutos. Outro personagem que parece ser jogado fora sem muita explicação é a Dra. Julia Hoffman que, apesar de ficar claro que desafiou o protagonista, é tudo decidido e resolvido muito rápido.

Sendo assim, o desfecho pra mim não foi satisfatório, pareceu que algo ficou faltando e simplesmente nós passamos por cima desses acontecimentos sem percebermos. Parece que todo mundo no cinema ficou esperando um grande confronto entre o vampiro e a bruxa que acaba se tornando uma grande bagunça nas cenas finais.


De resto, para mim o elenco foi muito bem selecionado, as atuações impecáveis. Destaco ainda um outro detalhe que o Luiz comentou comigo, sobre a capacidade de Tim Burton de transformar as pessoas em figuras estranhas, como por exemplo, a belíssima Eva Green, que continua muito bonita, mas de uma maneira um tanto quanto bizarra.

Portanto, o saldo para mim foi super positivo. Fui ao cinema, vi uma estética que me agrada, atuações muito boas e, acima de tudo, me diverti! Mas, vale lembrar que não se deve ir assistir o filme esperando dar boas gargalhadas o tempo todo. A diversão e o humor vão além disso, dentro de uma realidade específica, portanto, entre nesse mundo obscuro e colorido, ao mesmo tempo, e divirta-se!

O Caçador de Trolls: paisagens lindas e a velha-nova maneira de filmar


Nesse feriado eu e a querida noiva resolvemos fazer algo diferente de tudo: Maratona de Filmes! A gente quase nunca vê nada da sétima arte mesmo né?

Decididos e animados com o objetivo de cumprir a meta de 15 filmes, fizemos uma breve seleção do que veríamos e, meio que na sorte, acabei por achar O Caçador de Trolls (tradução livre feita por mim mesmo do título, TrollHunter) entre os filmes que eu já possuía por algum tempo mas não tinha assistido ainda. Desde o lançamento do primeiro trailer e notícias, o tema me interessou muito e conseguiu corresponder, não totalmente, às minhas expectativas.

A história é bem interessante e o filme tem um ritmo positivamente estranho: alguns jovens noruegueses estudantes de uma universidade vão investigar acontecimentos estranhos em uma fazenda e acham que tudo está relacionado com a prática da caça ilegal de animais. Ao se deparar com um estranho caçador, eles o seguem e acabam percebendo que o que eles têm em mãos é praticamente um documentário sobre o mito dos Trolls (comum em seu país em fábulas e na literatura em local).

As atuações são “OK”, não atrapalham, mas ninguém ali vai ganhar o Oscar de melhor ator estrangeiro. O que é realmente legal é o clima e o contraste: figuras mitológicas milenares sendo caçadas por pessoas com caminhotes e armas de luz ultra violeta e a sensação de desespero e medo do desconhecido, até mesmo depois que a primeira “ameaça” aparece, não me deixaram piscar.


Os efeitos especiais estão muito interessantes e as paisagens são absolutamente maravilhosas.  Inclusive, preciso conhecer os países do norte da Europa o quanto antes (quem não
precisa né?).

roteiro é até bem comum e muitas vezes você consegue imaginar o que vai acontecer, salvo algumas surpresas que surgem e alguns detalhes na construção do personagem que caça os Trolls. Depois da metade, o filme passa a agradar apenas os olhos, menos na cena final que é desperta emoções como tristeza e melancolia, além de ser muito bonita.

O ponto mais negativo do filme e que cansou a dupla cinéfila aqui foi o uso do “estilo Bruxa de Blair” de filmar. No início do filme aparece uma explicação de que essas filmagens foram achadas, eles dão a ideia de que são usadas câmeras amadoras e os atores fingem não ser atores. Muito batido essa “nova” maneira de filmar né meu povo?


O fato é que o filme é diferente pelo assunto que trata, clichê pela forma de filmar e muito bonito pela arte e efeito dos Trolls e pelas paisagens e locações.

Vale a pena assistir!

Ps: em alguns momentos do filme (todos) eu torci pelos Trolls e palmas para quem teve a ideia de colocar nos créditos a brilhante frase (cuidado, SPOILER): “Nenhum Troll foi feriado nas filmagens desse longa metragem.”

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