::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

Abrindo a janela

No último fim de semana viajei para Viçosa. São 4 horas dentro de um ônibus. Algo que pode parecer entediante e até assustador para algumas pessoas. Para outros, é apenas mais uma viagem comum de rotina e alguns preferem observar. Para mim, aqui começa o diferencial entre cada indivíduo.

Minas Gerais tem uma das paisagens mais bonitas de se observar nas estradas. E olha que isso foi confirmado para mim por uma paulista que adora seu estado de origem! Durante a minha viagem na última sexta feira, parei para reparar o comportamento dos passageiros. E, para minha surpresa, 99% deles fecharam as cortinas (e teriam fechado as janelas, se elas não fossem lacradas devido ao sistema de ar condicionado). Tudo bem, eu entendo, o sol pode incomodar, mas quando se sai às 6 e meia da manhã de um dia levemente nublado o problema é menor.

O motivo pelo qual as cortinas fechavam a visão das pessoas era mesmo o fato de quererem dormir durante o tempo que passariam naquele ônibus. Mais uma vez, é aí onde eu enxergo a diferença!

Você pode querer se trancar dentro do seu mundo, ficar preso ali dentro até que a sua missão seja cumprida, ou seja, até que a viagem chegue ao fim. Ou você pode simplesmente colocar óculos escuros, se proteger do sol e olhar o que passa a sua volta! Até a incrível neblina que escondia as montanhas e a vegetação por alguns minutos me provocaram inspiração para redigir as linhas que agora escrevo.

Não vou dizer que não dormi! Sim, eu cochilei por pelo menos uma hora mas mantive a cortina aberta para o caso de acontecer algo que viesse a me surpreender. E olha que eu já fiz esse mesmo percurso durante um longo ano no qual estudei na UFV. Nunca pensei em fechar a janela porque, como na vida, a minha curiosidade e vontade de observar e conhecer são enormes!

Fico pensando como as pessoas podem reduzir as coisas, às vezes de forma tão simplória, e não se preocupam com isso. Porque tudo tem que ser separado, catalogado, dominado para se encaixar em situações perfeitas, com pessoas perfeitas em lugares perfeitos…

Quando a gente vai entender que o imperfeito é parte de cada um e observar e aceitar a imperfeição, o sol batendo no rosto e o vento atrapalhando os cabelos também fazem parte do que nós realmente somos no final!

Pois é! Penso, logo existo! Uma vida tão certa deve ser tão chata!

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