::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

A hora dos sonhos

Freddie Krueger no cartaz da refilmagem de 2010

Quem tem mais de 20 anos consegue lembrar-se de um homem com chapéu, blusa de frio listrada de preto e vermelho, rosto deformado e garras em uma das mãos. Freddy Krueger foi um personagem que habitou o imaginário de crianças e jovens dos anos 80 e permanece como figura simbólica dos filmes de terror trash.

Atualmente, Samuel Bayer foi o diretor responsável pelo remake da trama “A Hora do Pesadelo” (“Nightmare on Elm Street”), que ficou em cartaz nos cinemas do Brasil durante o mês de maio.

Como esperado, a sala de exibição do filme não estava tão cheia como os destaques “Alice no País das Maravilhas” ou “Homem de Ferro 2”, mas o público-alvo estava presente. Grupos de jovens, alguns mais velhos que se arriscavam sozinhos para ver o homem que invade sonhos. Pipoca e refrigerante comprados, lugares ocupados e uma introdução longa começa a passar no telão. A sensação inicial foi de medo, mas, antes da metade do filme, isso mudou.

O Krueger que invadia sonhos, sem palavras, sem desculpas e sem justificativas, agora dialoga com os adolescentes que persegue, se explica, conta sua “sofrida” história. As cenas clássicas, de tirar fôlego, foram remontadas de forma interessante, mas alguns acréscimos podem ser considerados desnecessários.

Corpos dos estudantes mortos no começo do filme voltam para assombrar os sobreviventes, desviando o foco do personagem principal. O pesadelo da Rua Elm começa a ter que se encaixar demais em uma estética nova, um mundo novo. Tudo tem que ter lógica e o “malvado” é inclusive trazido para o mundo real, para que os “mocinhos” possam se salvar.

Adaptar o filme para se tornar mais coerente para diferentes públicos é compreensível, se pensarmos no mercado cinematográfico, mas decepcionante para os que saíram de casa esperando algo mais de uma fórmula antiga de sucesso. Não podem deixar de ser dados os créditos à sonoplastia, que mantém a música aterrorizante e avisa da chegada de Freddy, além de interpretações razoavelmente esperadas para atores teens americanos.

O enredo se torna confuso e foge do original em alguns pontos importantes. Krueger, que antes não deixava as crianças dormirem com medo, hoje só assusta.

Resenha feita para a disciplina de Redação Jornalística II, no Centro Universitário de Belo Horizonte, no primeiro semestre de 2010.

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Uma opinião sobre “A hora dos sonhos

  1. Concordo com a Pitoresca. O original é trinta mil vezes superiror. Esse dá pra salvar uma cena ou outra e olhe lá. Pena =(

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