::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

Juventude Transviada

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No país dos paradoxos, surge mais uma questão preocupante, dessa vez o alerta é para a juventude. Em uma fase da vida em que as dúvidas são recorrentes e as decisões difíceis de serem tomadas sem aconselhamento, emprego e estudo estão longe das perspectivas dos nossos adolescentes.
De acordo com pesquisa realizada pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 24,1% dos jovens brasileiros de 18 a 20 não trabalham nem estudam.

Alguns fatores podem ser relacionados a essa conjuntura de estagnação. O aquecimento do mercado de trabalho é um deles. A contradição começa por aí.

Com um maior número de vagas abertas, a concorrência também aumenta e a falta de experiência é fator determinante para a exclusão dos jovens dessa fatia do bolo econômico. Fato que acontece em uma nação cujo mercado valoriza pouco (ou quase nada) as pessoas maduras e experientes.

Ou seja, quem não tem experiência é privado de tentar obtê-la e os que a possuem já estão velhos demais para determinados cargos.

Pode-se então refletir que muitos adolescentes na faixa de idade citada simplesmente querem aproveitar mais a mocidade e pensar no futuro depois. Outro paradoxo surge vindo da boca dos especialistas. Sim, alguns desses jovens não sabem falar a língua pátria porque estão mais interessados em aprender o idioma da internet.

Mas, ao mesmo tempo, é observada a incoerência em relação aos que nem trabalham e nem estudam: moças como Janaína Farias, 18 anos, perdem vagas na escola porque precisam faltar às aulas para trabalhar e ajudar no sustento da casa.

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O equívoco maior em todas as causas explicitadas é o da falta de investimento em capital humano que pode ser feito por meio desses jovens.

No primeiro semestre deste ano, o governo federal comemorou o recorde de 110 mil postos de trabalhos criados para aprendizes em empresas. Esse número não representa nem a metade da meta estabelecida, que é de 800 mil vagas.

Elaboração de programas e metas que só ficam bem no papel já se tornou cotidiano para o brasileiro. As famílias beneficiadas estão satisfeitas e podem sim ajudar a formar cidadãos mais conscientes, com um futuro garantido.

Já os pais dos quase 2,4 milhões de adolescentes que estão à deriva esperando um barco passar, têm que fazer o papel do Estado e tentar instruir seus filhos para que a cabeça vazia não se torne oficina do diabo.

Texto elaborado pela aluna do sétimo período do curso de Jornalismo, Ana Carolina Dias, como avaliação intermediária da disciplina de Jornalismo Interpretativo e Opinativo do Centro Univeristário de Belo Horizonte – UNI-BH

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