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O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

GoT: a primeira temporada que superou a segunda


Não queiram me matar pelo título, longe de mim dizer que a segunda temporada de Game of Thrones foi ruim! Chegando ao final dela, eu pensei sobre os episódios como um todo e conclui algo que comentei no Senpuucast. A minha imaginação realmente é muito inferior à do George R. R. Martin.

Eu explico. Quando comecei a acompanhar a série, eu achava que iria ser algo do tipo zumbis num mundo medieval. A partir do momento em que as histórias foram se ramificando, se desenvolvendo e os white walkers foram ficando de lado, eu mergulhei num mundo totalmente novo e adorável!

Cometi o erro que eu acredito que 99% dos espectadores devem ter cometido: me apeguei aos personagens. Os vi morrer, serem separados, açoitados, perderem tudo o que tinham, mas me mantive forte, li o primeiro livro e esperei ansiosamente pela segunda temporada enquanto começava a ler o segundo.

É aí que entra a máxima do nome desse post. Eu me envolvi tanto que me acostumei com o “mundo” como ele era e passei a não gostar muito das mudanças que foram acontecendo. Acredito que por isso essa segunda parte da série não teve uma força tão grande pra mim. Pode ter sido o calor do primeiro contato e de conhecer algo novo, não sei…


Surge então um outro ponto que me incomoda, o fato de tudo estar uma bagunça no meu ponto de vista e sem a mínima previsão de ser “consertado”. Aí eu lembro da Osha falando que a guerra que está acontecendo não é a verdadeira, e volto a pensar nos white walkers e que tudo isso que eu considero importante atualmente, no final vai ser um grãozinho de areia no meio de uma luta pela sobrevivência.

Veio Blackwater e todo o frenesi das pessoas em relação ao penúltimo episódio e, a única coisa que eu conseguia pensar era: “poxa, mas eu gostei TANTO mais do penúltimo da primeira temporada…”

Por outro lado, chegou o season finale e esse conseguiu chegar no mesmo patamar da aparição dos dragões que finalizou a primeira parte da série. As pontas deixadas soltas foram fantasticamente bem elaboradas. Como já admiti no Facebook, chorei mesmo (não vou detalhar porque para evitar spoilers, mas foram em muitas partes), me emocionei e, pra mim, isso é um sinal claro de que foi um ótimo episódio!

Pra mim, continua sendo uma das melhores séries que já vi e provavelmente a segunda melhor da HBO (já que meu caso com Sopranos é mais antigo e mais profundo). Não estou nem um pouco desanimada, pelo contrário, como disse no primeiro parágrafo, admiro imensamente a capacidade imaginativa e, é claro, de pôr em prática toda essa imaginação por parte do autor da história e da equipe que realiza a série.

O crescimento de cada personagem pré existente e o desenvolvimento de outros que não eram tão citados ou mesmo nem tinham aparecido ainda está sendo uma descoberta deliciosa!


A última impressão que tenho é que foi tudo um pouco corrido na adaptação para a TV. Pelo menos os capítulos do livro que eu acompanhei simultaneamente me fizeram sentir assim. Talvez, mais um dos motivos que me fizeram gostar mais da primeira temporada. O cuidado com os personagens se perdeu um pouco, muito pela necessidade de acrescentar mais fatos e pessoas à série, até porque o segundo livro é mais volumoso.

No fim, acho que eu realmente tenho problemas em let it go e seguir em frente para as novidades que Game of Thrones pode me reservar. Mais uma vez, é meu saudosismo que fala mais alto. Prometo que vou tentar superá-lo, enquanto aguardo esse longo inverno que vai se seguir até a chegada da terceira temporada.

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4 opiniões sobre “GoT: a primeira temporada que superou a segunda

  1. Apesar de discordar sobre o penúltimo episódio da primeira temporada ser mais impactante que o da segunda, eu concordo sobre a falta de cuidado com as personagens. Até eu, que tenho como mantra a frase “adaptações exigem alterações” não consigo entender a necessidade que a série tem de homogeinizar algumas personagens (Jon sendo apenas um “bom moço”, Robb sendo apenas um aprendiz de rei, e por aí vai) e que não existe no livro, pois o Martin nos motra o empo todo o que cada pessoa ali tem de melhor e de pior.

    Mas…sim, estou ansioso pela s03. E pra ver Tyrion e Arya de novo❤

  2. Apesar de discordar sobre o penúltimo episódio [2]

    Pois. Blackwater foi um espetáculo à parte. Episódio de tirar lágrimas de satisfação com o que foi visto…
    Mas como um todo, sem saber como ao certo me explicar, tb julgo que essa segunda temporada não superou assim não a primeira. Faltou talvez um melhor dinamismo, ou a forma como condensaram os trechos do livro, algo do tipo.
    Até porque, purista que sou, após ter lido os livros sempre ficará aquele sentimento de que ainda ficou faltando algo na abordagem na série que não conseguiu ser semelhante com os livros – mesmo aceitando eu perfeitamente que tb devam ser feitas todas as alterações quanto ao formato das mídias e tal…
    Mas ainda assim, segunda temporada foi esplêndida. De maravilhar com certos fatos que esperávamos ver na tela em como seriam trabalhados no vídeo e tudo o mais.
    E sempre aguardando com mais e mais ansiedade as próximas temporadas \m/

  3. Uma última observação: white walkers, aguardo ansiosamente!
    Já pensava que teriam maiores aparições deles desde o primeiro livro, mas já fico satisfeito sabendo que tem mais pela frente…

  4. Descordo que o penúltimo da primeira foi mais impactante, de fato o penúltimo episódio da segunda temporada mexeu mais comigo. Não sei, talvez seja culpa da pouca memória RAM que tenho em meu cérebro, me fazendo dar mais atenção ao que é mais presente, ou a percepção de que os personagens estão muito consolidados e profundos ao final da segunda temporada. Quanto à questão da homogeneização de certos personagens, não vejo nada de errado. Todos sabemos que é simplesmente impossível transparecer sequer metade do que há no livro para as telas, e isso é algo universal – perde-se uma enorme gama de detalhes, pensamentos, e tudo aquilo que só pode ser descrito com palavras. Acredito que o diretor, juntamente com George e a equipe de produção, viu esse método como sendo o mais sólido para a integridade dos personagens, ao representá-los na forma audiovisual.
    Estou fascinado com o encanto que todos os personagens me passam, até mesmo os mais detestáveis conseguem atingir fundo minhas reflexões e, a cada nova cena, me imagino no lugar deles, pensando, sentindo tudo e mais um pouco, é demais.

    Quanto aos white walkers, acho que já deu pra perceber que suas forças não estão apenas do outro lado da muralha. Ao menos é o que penso. E estou curioso pra ver a cara do Tyrion quando sua descrença cair de boca no chão e começar a pedir misericódia. Haha!

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