::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

Batman ressurge e marca seu nome na história


Quem gosta do Batman, seja nos quadrinhos, filmes, desenhos animados, ou de qualquer forma, tem a obrigação de ver The Dark Knight Rises. O filme é, literalmente, um presente para os fãs. Se você não tem nenhuma ligação com o herói, a produção cinematográfica é uma ótima aula de como se fazer cinema!

O filme é claramente bem planejado, minuciosamente trabalhado e elaborado nos mínimos detalhes. Christopher Nolan não poderia ter encerrado uma trilogia de forma mais bonita, emocionante e com tanta qualidade.

No momento em que você acha que já foi o suficiente, que The Dark Knight Rises chegou ao ápice, lá vem mais pedrada na sua cara, mais tensão, mais emoção! E é disso que o filme é contruído, emoções em todos os sentidos possíveis da palavra.

Isso se deve muito ao fato do protagonista ser um personagem baseado em conflitos humanos que, desde Batman Begins, são muito bem explorados. Chego então a um outro ponto que me chamou muito a atenção: como o terceiro filme conseguiu se ligar tão bem aos dois primeiros e trazer citações e conexões com os anteriores de forma leve e marcante.


Mas, ao mesmo tempo, The Dark Knight Rises é algo totalmente novo, mostrando mais os jogos de poder nas relações sociais, mesmo em tempos de relativa paz em Gotham City. Assim, o foco continua sendo o Batman, obviamente, mas os personagens secundários não podem ser hierarquizados, já que todos têm importâncias gigantes e muito bem construídas e trabalhadas.

A minha única ressalva é a Mulher Gato, que não me convenceu muito, mas me agrediu muito menos do que eu imaginei. Senti um pouco a falta de mostrarem mais o lado vilã dela e o cabelo solto quando usando a máscara e a roupa me incomodam um pouco esteticamente…

Ainda sobre as expectativas, o meu receio de sentir um buraco pela falta que o Coringa poderia proporcionar, foi pelos ares, já que um novo mundo surge na sua frente e você passa a lembrar de The Dark Knight como uma ponte que levou a esses novos tempos.


A ideia de criar o caos, necessária para o bom desenvolvimento do Bane como personagem e vilão, foi colocada em prática de maneira primorosa. Você consegue se sentir dentro da cidade, vendo tudo cair aos pedaços e aí o espectador sente a necessidade da chegada triunfal de Batman. E isso pra mim é o que faz com que o filme esteja acima de qualquer outro do gênero.

Quem está sentado na cadeira do cinema, quando consegue parar para respirar, é levado a percebe o quanto é necessária a presença do homem morcego urgentemente! Essa urgência faz com que cada cena que se segue seja importantíssima e faz você não querer desgrudar os olhos da tela.

Fui levada às lágrimas algumas vezes durante o filme (não que eu seja um grande parâmetro, porque me emociono e expresso essas emoções facilmente), e credito isso à competência da criação dos diálogos e das sequências de tensão.

O suspense também ajudou muito nisso tudo, já que as situações “demoram” a se desenrolar e, quando você está preocupado e envolvido com determinado acontecimento, o diretor te leva para o outro lado da cidade onde algo mais está tomando lugar para depois juntar tudo sem deixar pontas soltas!


Como não gosto de escrever textos sobre filmes com spoilers, queria só citar a parte que mais me emocionou. Em Batman Begins, a cena na qual o pequeno Bruce Wayne cai no poço e seu pai o salva e fala para ele: “Why do we fall down, Bruce? So we can learn to pick ourselves up again” é para mim algo que serve para todo mundo, em todos os aspectos da vida. No primeiro filme da trilogia, Alfred volta a lembrar o adulto Bruce dessas palavras e, em The Dark Knight Rises, ele se lembra disso mais uma vez!

Além de me mostrar que tudo foi costurado e elaborado maravilhosamente na construção desse protagonista, também me serviu muito como pessoa a confirmar algo no qual eu acredito muito: que a gente leva tombos nessa vida é para se levantar e seguir mais fortes!

Se pararmos para pensar mais um pouco ainda, olha como foi tudo construído desde o início! Já no primeiro filme, era ensinado ao personagem principal a importância de se reeguer, o que é exigido dele tempos depois, na última parte da história.

Por falar no protagonista, ressalto que Christian Bale, para mim, é um Bruce Wayne perfeito em todas as suas fases. Vai do playboy incontrolável ao herói quebrado de maneira impressionate e, algo que eu acho muito importante, tem feições ótimas para o Batman com a máscara. Os olhos e a boca são muito expressivos.


Enfim, afirmo com toda a certeza que este foi um filme digno deste herói cheio de nuances e conflitos tão humanos, assim como a trilogia, que mostrou, de maneiras diversificadas, um pouquinho mais de um dos melhores Batmans que eu já tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar.

Quando eu já estava com o texto quase todo elaborado, o meu bizarrinho Luiz me mostrou o vídeo da crítica do Maurício Saldanha e tudo que ele disse encaixou bastante com o que eu senti ao ver o filme. Então, deixo o link para vocês verem também!

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