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O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

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A bela e sombria arte de The Backwater Gospel

Sou um grande fã da banda Echo & The Bunnymen e estava procurando pelo clipe de Killing Moon no Youtube.

Nos vídeos relacionados acabei encontrando essa animação (que eu achei que na verdade era o clipe de alguma banda desconhecida) que me conquistou logo de cara pelo traço “sujo” e o tema obscuro.

Com uma trama muito bem desenvolvida, temos como cenário um pequeno vilarejo que lembra muito as pequenas cidades dos Estados Unidos que fazem divisa com o México, uma igreja, um músico e um pastor/padre que aterroriza as pessoas falando sobre pecados e o julgamento final.

O músico, que aparentemente não concorda muito com aquilo, é o único que não entra na igreja.  O desfecho (sensacional) eu deixo para quem estiver lendo conferir na própria animação.

Vale ressaltar a trilha sonora e o belo e sinistro visual do curta que deixam a coisa toda ainda mais atrativa (ao menos para mim).

Confiram essa belezinha:

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Batman e eu, eu e Batman.

Muitas pessoas brincam comigo por conta dessa adoração que tenho pelo Batman. Hoje mais cedo eu estava pensando no assunto e me lembrei que talvez a origem disso tudo tenha sido no primeiro filme que vi no cinema: Batman, de Tim Burton.


Me lembro que na cena dessa imagem acima eu sai correndo pela sala com um misto de pavor, intriga e admiração.

Desde então, todas as minhas roupas, capas, bonecos e quadrinhos foram do Homem Morcego (fora o tokusatsu) e é assim até hoje, vide a minha foto do perfil no Facebook.

Batman é e sempre será mais que uma pessoa de capa. Ele é uma ideia que ao menos na minha cabeça estará presente para sempre.

Perca o humor agora, pergunte-me como.

 

Como é difícil fazer dieta. Pensar no MONTE de coisa que eu vou deixar de aproveitar e principalmente no quão mal humorado eu vou ficar e já tenho ficado.

É muito tenso, eu não consigo deixar de comer. Não tem essa de comer um pouco e esperar que a fome vai embora, eu sou um cara muito grande pra isso.

Penso em comida o tempo todo. Pra piorar, na minha família, celebra-se a comida! Nos reunimos para conversar e estar juntos sempre onde exista comida e todo churrasco é uma festa.

Ir em uma festa e ver todo mundo (magro) comendo e bebendo tudo que desejam é muito tenso. Se eu começo a comer, preciso ir até o final e isso nunca vai mudar. Festas realmente são torturas.

Não adianta comer de 3 em 3 horas porque isso me dá mais fome, a única coisa que me alivia é comer até ficar satisfeito ou dormir e não estou podendo fazer nenhuma das duas coisas.

Estou MUITO acima do meu peso, fico cansado facilmente, durmo mal e ando indisposto mas eu não acho que isso venha a valer 0,1% do esforço de não comer. Fora a estética: milhares de roupas e visuais que nunca pude usar porque não tinha o meu número e logicamente o complexo de vez em quando bate na porta podendo ou não ir embora rapidamente.

Com tanta doença que dá pra tratar eu tinha que ter uma incurável? Tenho que dar graças a Deus por não ter nada sério mas essa aí pode levar a outras e é por isso que me esforço, em vão e já tem uns bons dez anos, em tentar reduzir um pouco o peso.

Mal do século? Esse é o meu.

O inusitado funcionamento da minha cabeça

Estranhas lembranças que eu tenho:

Em um janeiro do comecinho da década de 90 quando eu morava em Belém, fui com meu pai e minha mãe receber meus avós no aeroporto. O avião atrasou e fomos esperar. Era de noite e a espera ia até a madrugada.

Fomos pra uma sala da aeronáutica, era uma pequena sala com uma tv bem velha passando filmes em preto e branco. Eu me diverti com o filme e depois dormi num pedaço do sofá, entre meu pai e minha mãe.

Acordei com as palavras da minha mãe: “o vô e avó chegaram”. Não sei porque lembro disso tão bem assim mas sinto uma melancolia e felicidade diferente ao pensar nesse dia.

Vai entender minha cabeça.

O Caçador de Trolls: paisagens lindas e a velha-nova maneira de filmar


Nesse feriado eu e a querida noiva resolvemos fazer algo diferente de tudo: Maratona de Filmes! A gente quase nunca vê nada da sétima arte mesmo né?

Decididos e animados com o objetivo de cumprir a meta de 15 filmes, fizemos uma breve seleção do que veríamos e, meio que na sorte, acabei por achar O Caçador de Trolls (tradução livre feita por mim mesmo do título, TrollHunter) entre os filmes que eu já possuía por algum tempo mas não tinha assistido ainda. Desde o lançamento do primeiro trailer e notícias, o tema me interessou muito e conseguiu corresponder, não totalmente, às minhas expectativas.

A história é bem interessante e o filme tem um ritmo positivamente estranho: alguns jovens noruegueses estudantes de uma universidade vão investigar acontecimentos estranhos em uma fazenda e acham que tudo está relacionado com a prática da caça ilegal de animais. Ao se deparar com um estranho caçador, eles o seguem e acabam percebendo que o que eles têm em mãos é praticamente um documentário sobre o mito dos Trolls (comum em seu país em fábulas e na literatura em local).

As atuações são “OK”, não atrapalham, mas ninguém ali vai ganhar o Oscar de melhor ator estrangeiro. O que é realmente legal é o clima e o contraste: figuras mitológicas milenares sendo caçadas por pessoas com caminhotes e armas de luz ultra violeta e a sensação de desespero e medo do desconhecido, até mesmo depois que a primeira “ameaça” aparece, não me deixaram piscar.


Os efeitos especiais estão muito interessantes e as paisagens são absolutamente maravilhosas.  Inclusive, preciso conhecer os países do norte da Europa o quanto antes (quem não
precisa né?).

roteiro é até bem comum e muitas vezes você consegue imaginar o que vai acontecer, salvo algumas surpresas que surgem e alguns detalhes na construção do personagem que caça os Trolls. Depois da metade, o filme passa a agradar apenas os olhos, menos na cena final que é desperta emoções como tristeza e melancolia, além de ser muito bonita.

O ponto mais negativo do filme e que cansou a dupla cinéfila aqui foi o uso do “estilo Bruxa de Blair” de filmar. No início do filme aparece uma explicação de que essas filmagens foram achadas, eles dão a ideia de que são usadas câmeras amadoras e os atores fingem não ser atores. Muito batido essa “nova” maneira de filmar né meu povo?


O fato é que o filme é diferente pelo assunto que trata, clichê pela forma de filmar e muito bonito pela arte e efeito dos Trolls e pelas paisagens e locações.

Vale a pena assistir!

Ps: em alguns momentos do filme (todos) eu torci pelos Trolls e palmas para quem teve a ideia de colocar nos créditos a brilhante frase (cuidado, SPOILER): “Nenhum Troll foi feriado nas filmagens desse longa metragem.”

Batman – The Animated Series

Não é de hoje que escuto aquele velho e mesquinho papo de que “desenho é coisa de criança”, mas a verdade é que quem afirma isso, não conhece a série animada do Batman, lançada na década de 90 pela Warner.

Na época em que essa animação do Homem-Morcego saiu, eu ainda era um pequeno fã do vigilante de Gothan e não tinha TV por assinatura (isso não mudou muito nos últimos 15 anos) e, por isso, era refém da programação dos canais abertos em relação aos desenhos.


Sendo assim, eu nunca tinha conseguido acompanhar a série toda até comprar o box com todos os episódios e, mesmo depois de comprado, ainda demorei muito para começar a assistir devidoa aos meus compromissos com o Senpuu. Mas agora resolvi tirar o atraso.

Batman – a série animada foi uma ideia que surgiu depois do sucesso dos filmes do Tim Burton. O tema de abertura  inclusive é o mesmo e foi diretamente influenciado por Frank Miller e seu Cavaleiro das Sombras.

Desenvolvida a partir da arte do ilustrador e produtor Bruce Timm, (responsável também pela animação do Superman e Liga da Justiça),  a animação usou tons sombrios e deu ao desenho um tom noir que, na minha opinião, combina demais com o perfil do herói.


Com roteiros super densos e dramáticos e um clima melancólico e misterioso, eu considero esse o meu desenho animado predileto. Adoro como cada vilão é explorado, a sexualidade e violência no melhor estilo gângster, as tristezas e traumas de Bruce e claro, a arte maravilhosa e obscura que é uma constante.

O desenho sempre teve a intenção de ser levado a sério e passava em horários adultos por ser realmente mais adulto e por isso eu recomendo a todos que tenham dito aquela frase que critiquei no início desse texto a assistirem o morcego em ação e conversarem de novo comigo.


Vale lembrar que a série ganhou 4 prêmios Emmy e foi nomeado para outros seis. Além disso, rendeu alguns longas animados sensacionais e um jogo de Super Nintendo inesquecível.

Se você não assistiu ainda, está perdendo tempo!

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