::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

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Never too old for Riggs and Murtaugh!

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Resolvemos retomar as atividades por aqui!!

E, para recomeçar em grande estilo, quero falar de uma franquia apaixonante que é um xodó do casal ❤

O assunto me veio à cabeça pois acabamos de rever (pela 4ª ou 5ª vez) todos os Máquina Mortífera (Lethal Weapon) em versão Blu-ray, adquirida recentemente [no Saldão do Nick] como presente meu para o meu agora marido Luiz!

Mas, antes das considerações sobre os filmes e tudo mais, vamos para uma historinha rápida!

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Durante o tempo no qual o Bizarríssimo morou no Equador, ele me mandava presentes em datas especiais, obviamente. Em uma das vezes, chegou até a minha casa uma caixa retangular dos Correios. Quando abri, lá estavam quatro DVDs, com Mel Gibson e Danny Glover na capa.

O título, era conhecido de qualquer criança que, assim como eu, teve a infância passada nos anos 90 assistindo a Sessão da Tarde: Máquina Mortífera! Mas, assim como a maioria das menininhas que tiveram uma mãe como a minha, eu não tinha ideia do que aquele filme de policiais e ação se tratava…

Imaginei então, pelo próprio nome, que era algo com muito sangue, perseguições e metralhadoras, no estilo badass muito comum para a época também.

Abri a caixa e dei o play confiando única e exclusivamente em quanto meu namorado me conhecia e com a certeza de que alguma coisa ali iria me conquistar.

Dito e feito!

A HISTÓRIA

Martin Riggs perdeu sua esposa e tenta, sem sucesso, se matar. Roger Murtaugh completa 50 anos e está próximo da aposentadoria. Cada um tem seus ímpetos e maneiras de combater o crime. Mas, como dois perfis tão diferentes podem dar certo?

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No fim das contas, exatamente por serem tão distintos, é que os personagens completam um ao outro. Na sequência dos filmes, a gente descobre que tudo que eles precisavam, na verdade, era um do outro.

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A relação entre os dois protagonistas é brilhantemente construída em cada uma das partes da quadrilogia, com sequências emocionantes, impactantes, divertidas e sofridas que mostram situações que, quando divididas entre os dois policiais, fazem com que a parceria deles cresça e conquiste o espectador.

TRILHA SONORA

Composta e executada por Michael Kamen, Eric Clapton e David Sanborn, a trilha sonora é um capítulo à parte, que merece todo o destaque possível!

Durante dias, e até semanas, você vai cantarolar os ritmo dos temas musicais de Máquina Mortífera, é um fato.

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Algo que eu só reparei da última vez que vi os quatro filmes é que, para cenas nas quais o destaque é Murtaugh, o tema escolhido é o do saxofone. Já Riggs, fica com as guitarras inconfundíveis em seus momentos de foco. 

Para fechar tudo com chave de ouro, Why can’t we be friends, da banda War, sintetiza bem tudo que a dupla passou durante toda a história junto com a família e outros amigos que surgiram pelo caminho! A canção vem junto com os créditos finais, que trazem fotos de todas as épocas (o que sempre me faz chorar…)

O ELENCO

Outro destaque importantíssimo, na minha opinião, é a manutenção dos mesmos atores, do início ao fim.

Uma mudança, especialmente na dupla principal, poderia ter sido letal (com o perdão do trocadilho) para todo o desenvolvimento da trama e dos personagens.

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Além disso, os acréscimos são sempre de peso: temos Joe Pesci logo na primeira parte de sequência, com seu hilário alívio cômico Leo Getz, Rene Russo (na terceira parte) interpretando Lorna, a única mulher durona o bastante para deixar Martin Riggs literalmente de queixo caído e ao mesmo tempo curar as feridas do policial e, na reta final, Chris Rock aumentando os decibéis e o humor, como o genro ‘desconhecido’ do sargento Murtaugh.

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WE’RE FAMILY!

Todo esse desenvolvimento não pode terminar de maneira mais propícia.

A arma letal em forma de homem e o sargento que quase se aposenta por mais de uma vez, renovam as energias com duas novas vidas que chegam em suas histórias, mostrando que não estão não velhos demais pra essa merda toda!

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Pra mim, Máquina Mortífera vai muito além dos filmes de ação, tanto os das décadas de 80/90, quanto os de agora.

Quem desconhece a franquia e os personagens pode, assim como eu há muito tempo atrás, pensar que vão rolar somente explosões intermináveis e um protagonista que nunca morre, apesar das tentativas exaustivas do pessoal malvado.

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Nada disso deixa de existir, porém, tudo tem seu lugar e sua lógica. A ânsia pela morte e por matar, dá lugar ao companheirismo e ao extinto de sobrevivência e justiça. As loucuras dão o tom leve e divertido que é possível se observar em diversos momentos.

Mas, quando Murtaugh e Riggs precisam falar sério e abordar assuntos pesados como preconceito, drogas, prostituição, perdas indesejáveis, envelhecimento (porque não) e o quanto o mundo pode ser cruel com os mais fracos, eles o fazem com maestria por meio de seus diálogos de pai e filho, de amigos eternos e de parceiros para todas as horas.

É impossível não crescer com eles, não aprender com eles, não amá-los e não se tornar parte da família deles!

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Shows, apresentações, espetáculos e amor pela música!


Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida, é ir em shows! De verdade! Eu acho que tem uma atmosfera que não é conseguida em nenhum outro lugar ou evento.

Além disso, todo o pré-show é delicioso pra mim. Desde o momento em que vejo o anúncio da apresentação de algum músico ou banda que gosto muito, passando pela programação para ir à bilheteria comprar os ingressos, até a fila para entrar, a visualização do palco e o primeiro acorde que enche casas de show, estádios, ou qualquer outro lugar!

Tudo bem que, até o momento em que os meus pés encostam no chão de onde tudo vai acontecer, fico com borboletas revoltadas no meu estômago e não sossego enquanto tudo não dá certo, mas, acho que aí é mais um dos aspectos lindos disso tudo!


Em Belo Horizonte não chegam tantos shows que eu gostaria, mas acho que, da grande maioria dos que me empolgaram no momento do anúncio, eu consegui participar. Na última quarta-feira não foi diferente.

Eu e meu Bizarrinho fomos à apresentação do Black Label Society, aliás, o nome certo mesmo é show (com o perdão da repetição da palavra, mas é o nome que deve ser dado para o que aconteceu!)

Devo ressaltar que me incomodei demais com o atraso de quase duas horas que rolou, especialmente por se tratar de um dia de semana e pela reação do público. Ah, o público! Talvez uma das poucas variáveis que não me agradam tanto em eventos desse tipo… As pessoas parecem não saber lidar com aglomerações e ainda acham tudo bom, até o desrespeito com quem pagou ingresso e se deslocou para acompanhar o evento.

Mas enfim, como eu iniciei o texto falando sobre a força que a música e o clima de um palco todo pronto para entreter e emocionar as pessoas, o saldo da noite foi positivo!

É impressionante como uma guitarra pode se comunicar com a gente da forma como Zakk Wylde consegue fazer. A banda toda é fantasticamente impecável e, por isso, ressalto a capacidade deles de, traduzir em notas e acordes, a palavra “espetáculo”!

Voltando aos aspectos que me fazem adorar shows, o amor pelo que estão fazendo ao se apresentar é um fortíssimo!

E, se esses caras não amam a música que fazem e o fato de estarem em cima de um palco mostrando isso pros outros, eu não sei quem ama. As demonstrações de felicidade, satisfação e a interação com o público foram constantes e completaram uma apresentação empolgante.

Levem em consideração que um homem barbudo, cabeludo, usando colete, correntes, roupa preta e todo o aparato que condiz com o tipo de música que ele toca, senta em um piano e consegue deixar meus olhos cheio d’água ao interpretar a lindíssima In This River.

Isso por dois motivos simples que compartilho com ele: música de qualidade e o sentimento universal da amizade e amor que transcendem até a morte.

São momentos assim que, para mim, fazem tudo valer a pena!

Surpresas agradáveis que acontecem na vida


Não sei se é muito comum acontecer isso com vocês, mas eu e o Luiz, várias vezes nos vemos na situação em que já vimos todos os filmes em cartaz no cinema e resta aquele que não foi muito comentado, ou que não seria uma primeira opção para a gente por motivos diversos.

Em uma dessas, nos deparamos com o horário compatível para conferir “Os Intocáveis” na telona. A única coisa pré filme que tivemos acesso foi aquele resuminho que o pessoal coloca no site junto com a imagem do cartaz.

Nos deparamos, então, com uma história maravilhosa, executada de forma fantástica. Não saberia conceituar pra vocês um “estilo” no qual o filme se encaixa. Ele tem drama, tem comédia (na medida e da maneira exatas) e é baseado em uma história real.

O que eu sei dizer é que é um filme excelente!


A construção dos personagens é feita desde a primeira cena até o último momento, no qual você ainda não sabe o que vai acontecer e o que a trama reserva. Philippe é um tetraplégico rico e me refiro a ele assim porque é exatamente a forma como as pessoas a seu redor o enxergam.

Isso até a chegada de Driss que, em busca de uma assinatura para conseguir alguns meses de seguro desemprego, acaba sendo escolhido para trabalhar cuidando do milionário por causa de sua atitude durante a entrevista de emprego.

A partir daí, a gente é colocado na pele dos dois personagens. Conhecemos a realidade pobre e difícil de Driss em contrapartida ao palácio cercado de confortos e riquezas onde vive Philippe.


Mas não é só essa dicotomia abordada. Uma coisa sobre a qual eu sempre penso muito é retratada na tela. É claro que a gente vive e age de acordo com a realidade na qual fomos criados e aprendemos a aceitar.

E é aí que vem o maior choque desta história toda, na minha opinião. Philippe não entende como alguém consegue não tratá-lo como um inválido e lidar com ele como uma pessoa comum. Já Driss nunca imaginou tanta ostentação em um lugar só e não compreende coisas que parecem tão simples para o patrão, como pagar fortunas em obras de arte que “qualquer um poderia fazer”.

Além disso, a música é um outro artifício usado para deixar claro esses conflitos. Enquanto Driss adora Earth Wind & Fire e outras bandas “populares”, Philippe admira e é conhecedo de música clássica.

O grande mérito então, está no fato de, ao mesmo tempo de não entenderem essas atitudes e realidades diferentes, cada um desses personagens deseja ser tratado dessa maneira que nunca foi próxima deles antes!


Veja bem, eles desejam essas mudanças que apareceram sem pretensão na vida deles e começam a fazê-las acontecer! Como eu já disse lá em cima, foi exatamente assim que esse filme apareceu na vida dos dois donos deste blog: sem a mínima pretensão e conquistando espaço!

Sair da zona de conforto e tentar imaginar como outras pessoas enxergam a vida sempre foi um tema que me chamou muito a atenção e o filme aborda isso de uma maneira ao mesmo tempo leve e reflexiva.

Portanto, a minha dica é: dê a oportunidade para essa produção francesa fazer a diferença na sua vida também e vai abrir seus olhos pra muita coisa além do convencional!

Fiquem com a cena mais espetacular do filme e que, na minha modesta opinião, passa bem o clima dele no geral:

Batman ressurge e marca seu nome na história


Quem gosta do Batman, seja nos quadrinhos, filmes, desenhos animados, ou de qualquer forma, tem a obrigação de ver The Dark Knight Rises. O filme é, literalmente, um presente para os fãs. Se você não tem nenhuma ligação com o herói, a produção cinematográfica é uma ótima aula de como se fazer cinema!

O filme é claramente bem planejado, minuciosamente trabalhado e elaborado nos mínimos detalhes. Christopher Nolan não poderia ter encerrado uma trilogia de forma mais bonita, emocionante e com tanta qualidade.

No momento em que você acha que já foi o suficiente, que The Dark Knight Rises chegou ao ápice, lá vem mais pedrada na sua cara, mais tensão, mais emoção! E é disso que o filme é contruído, emoções em todos os sentidos possíveis da palavra.

Isso se deve muito ao fato do protagonista ser um personagem baseado em conflitos humanos que, desde Batman Begins, são muito bem explorados. Chego então a um outro ponto que me chamou muito a atenção: como o terceiro filme conseguiu se ligar tão bem aos dois primeiros e trazer citações e conexões com os anteriores de forma leve e marcante.


Mas, ao mesmo tempo, The Dark Knight Rises é algo totalmente novo, mostrando mais os jogos de poder nas relações sociais, mesmo em tempos de relativa paz em Gotham City. Assim, o foco continua sendo o Batman, obviamente, mas os personagens secundários não podem ser hierarquizados, já que todos têm importâncias gigantes e muito bem construídas e trabalhadas.

A minha única ressalva é a Mulher Gato, que não me convenceu muito, mas me agrediu muito menos do que eu imaginei. Senti um pouco a falta de mostrarem mais o lado vilã dela e o cabelo solto quando usando a máscara e a roupa me incomodam um pouco esteticamente…

Ainda sobre as expectativas, o meu receio de sentir um buraco pela falta que o Coringa poderia proporcionar, foi pelos ares, já que um novo mundo surge na sua frente e você passa a lembrar de The Dark Knight como uma ponte que levou a esses novos tempos.


A ideia de criar o caos, necessária para o bom desenvolvimento do Bane como personagem e vilão, foi colocada em prática de maneira primorosa. Você consegue se sentir dentro da cidade, vendo tudo cair aos pedaços e aí o espectador sente a necessidade da chegada triunfal de Batman. E isso pra mim é o que faz com que o filme esteja acima de qualquer outro do gênero.

Quem está sentado na cadeira do cinema, quando consegue parar para respirar, é levado a percebe o quanto é necessária a presença do homem morcego urgentemente! Essa urgência faz com que cada cena que se segue seja importantíssima e faz você não querer desgrudar os olhos da tela.

Fui levada às lágrimas algumas vezes durante o filme (não que eu seja um grande parâmetro, porque me emociono e expresso essas emoções facilmente), e credito isso à competência da criação dos diálogos e das sequências de tensão.

O suspense também ajudou muito nisso tudo, já que as situações “demoram” a se desenrolar e, quando você está preocupado e envolvido com determinado acontecimento, o diretor te leva para o outro lado da cidade onde algo mais está tomando lugar para depois juntar tudo sem deixar pontas soltas!


Como não gosto de escrever textos sobre filmes com spoilers, queria só citar a parte que mais me emocionou. Em Batman Begins, a cena na qual o pequeno Bruce Wayne cai no poço e seu pai o salva e fala para ele: “Why do we fall down, Bruce? So we can learn to pick ourselves up again” é para mim algo que serve para todo mundo, em todos os aspectos da vida. No primeiro filme da trilogia, Alfred volta a lembrar o adulto Bruce dessas palavras e, em The Dark Knight Rises, ele se lembra disso mais uma vez!

Além de me mostrar que tudo foi costurado e elaborado maravilhosamente na construção desse protagonista, também me serviu muito como pessoa a confirmar algo no qual eu acredito muito: que a gente leva tombos nessa vida é para se levantar e seguir mais fortes!

Se pararmos para pensar mais um pouco ainda, olha como foi tudo construído desde o início! Já no primeiro filme, era ensinado ao personagem principal a importância de se reeguer, o que é exigido dele tempos depois, na última parte da história.

Por falar no protagonista, ressalto que Christian Bale, para mim, é um Bruce Wayne perfeito em todas as suas fases. Vai do playboy incontrolável ao herói quebrado de maneira impressionate e, algo que eu acho muito importante, tem feições ótimas para o Batman com a máscara. Os olhos e a boca são muito expressivos.


Enfim, afirmo com toda a certeza que este foi um filme digno deste herói cheio de nuances e conflitos tão humanos, assim como a trilogia, que mostrou, de maneiras diversificadas, um pouquinho mais de um dos melhores Batmans que eu já tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar.

Quando eu já estava com o texto quase todo elaborado, o meu bizarrinho Luiz me mostrou o vídeo da crítica do Maurício Saldanha e tudo que ele disse encaixou bastante com o que eu senti ao ver o filme. Então, deixo o link para vocês verem também!

Dark Shadows e meu amor por Burton e Depp


Eu começo o meu texto avisando que sou suspeita para falar de Tim Burton e suspeita para falar de Johnny Depp. Logo, já saiba que esse será um comentário suspeitíssimo sobre Dark Shadows!

Concordo com o Luiz quando ele disse no Facebook que as pessoas estão meio amarguradas para falar do Tim Burton, já que as críticas que acompanhamos desceram a lenha no diretor. E concordo mais ainda quando ele disse que, obviamente este não é o melhor filme dele, mas também não tem nada de ruim!

Vou começar pela parte positiva mais óbvia. Como todos os filmes dele que eu já vi, sem nenhuma exceção, a estética é fantástica, super bem trabalhada e lindíssima! Eu adoro a maneira como ele opõe as cores e a escuridão.

Especificamente nesse filme, outra coisa que me chamou a atenção foi toda a ambientação dos anos 70! Detalhes como o destaque para filmes em cartaz, uma cidade pequena da época, o posto Shell, as cores vibrantes, as luzes de danceteria, enfim, toda a construção dessa época do passado parece ser cuidadosamente trabalhada.


Outra parte crucial nessa volta no tempo é a música. Passo então para um tópico totalmente à parte! Outra parceria que sempre me agrada é a participação do Danny Elfman nos filmes do Burton e dessa vez não foi diferente. Pra mim, a trilha sonora foi responsável por 90% da ambientação, tanto na escolha das músicas da década de 70 para cenas específicas quanto as canções instrumentais em momentos de tensão, aventura, etc.

Mais uma vez a gente localizou o personagem com caracaterísticas que se repetem quase sempre nos filmes de Tim Burton: branquinho, de cabelos pretos, introspectivo e que não se relaciona bem com a sociedade. Dessa vez é o pequeno David Collins que diz manter contato com a mãe que morreu.

A construção dos personagens, no início, é muito bem feita. Um detalhe que eu reparei é a forma do público conhecer cada um deles de acordo com a maneira como eles enxergam a mansão dos Collins. A cada momento que um novo personagem é inserido, ele chega na casa e faz algum comentário sobre ela, o que deixa implícito a maneira como ele vai agir durante toda a história.

Burton vai construindo também a trama com um tipo de humor que eu gosto muito, ressaltando o anacronismo entre o vampiro que dormiu por duzentos anos e a realidade da década de 70. Além disso, ele faz com que a gente se apaixone pelo vampiro Barnabas Collins, se identifique com a dor de amor que ele sofre e a maldição pela qual passa, mas sem deixar de mostrar que, querendo ou não, ele é um vampiro que vai matar para se alimentar.


Mas, devo admitir então o que considerei uma falha. A expectativa de um final que mantivesse esse ritmo excelente do resto do filme ficou super alta para mim e, de repente, as coisas começaram a acontecer rápido demais. Na minha opinião, alguns pontos foram explorados excessivamente no começo e, no fim, foi preciso correr para acrescentar todas as informações que o roteiro pediu.

O que acontece é que o salto foi muito brusco e eu me senti meio perdida no cinema. De repente as coisas mudaram, revelações foram feitas na cara do espectador, agora sem a preparação toda que foi realizada lá no início. Acredito que muito disso se deve à necessidade de encaixar várias temporadas da série/novela na qual o filme foi baseado em menos de duas horas de produção cinematográfica.

Posso dar dois exemplos que me causaram essa sensação: Roger Collins é pouquíssimo abordado até a metade do filme, de repente, Barnabas percebe que ele é um golpista, faz um proposta para que ele deixe a casa e o personagem simplesmente é descartado em menos de dois minutos. Outro personagem que parece ser jogado fora sem muita explicação é a Dra. Julia Hoffman que, apesar de ficar claro que desafiou o protagonista, é tudo decidido e resolvido muito rápido.

Sendo assim, o desfecho pra mim não foi satisfatório, pareceu que algo ficou faltando e simplesmente nós passamos por cima desses acontecimentos sem percebermos. Parece que todo mundo no cinema ficou esperando um grande confronto entre o vampiro e a bruxa que acaba se tornando uma grande bagunça nas cenas finais.


De resto, para mim o elenco foi muito bem selecionado, as atuações impecáveis. Destaco ainda um outro detalhe que o Luiz comentou comigo, sobre a capacidade de Tim Burton de transformar as pessoas em figuras estranhas, como por exemplo, a belíssima Eva Green, que continua muito bonita, mas de uma maneira um tanto quanto bizarra.

Portanto, o saldo para mim foi super positivo. Fui ao cinema, vi uma estética que me agrada, atuações muito boas e, acima de tudo, me diverti! Mas, vale lembrar que não se deve ir assistir o filme esperando dar boas gargalhadas o tempo todo. A diversão e o humor vão além disso, dentro de uma realidade específica, portanto, entre nesse mundo obscuro e colorido, ao mesmo tempo, e divirta-se!

Community: a melhor faculdade ever!


Minha nova imagem de capa no Facebook e meu novo wallpaper do computador são imagens de Community! Isso é um sério sinal de que estou passando por uma crise de abstinência!

O Luiz (o que seria de mim sem esse meu noivo?) me apresentou a série e disse que eram só três temporadas, era rapidinho de ver. Como já comentei aqui, não posso acumular mais séries, porque se não acabo não tendo tempo para me dedicar a todas elas, mas no final, arrisquei.

Foi um risco muito bem corrido! Os primeiros episódios já deixam claro a que a série veio, porém, ao mesmo tempo, eu paro para pensar sobre o material do começo e o que foi exibido recentemente e concluo que me surpreendi demais, num sentido positivíssimo.


E, analisando isso com mais cuidado, vejo que, não sei se propositalmente, mas essa é a intenção de Community. A série toda é uma espécie de sátira com referência aos filmes, programas de TV, músicas, enfim, produções nerds e da cultura pop em geral.

Sendo assim, não é de se admirar que as “reviravoltas” que eu identifiquei aconteceram exatamente para quebrar a expectativa de que a série fosse ser um amontoado de clichês ou uma colagem de tudo que já foi feito dentro de padrões pré-definidos.

Para começar, eu nunca imaginaria que Troy e Abed (in the moooorning) iriam se tornar a dupla que acabam virando no decorrer dos acontecimentos. Eu achava que o Abed ia ser apenas mais um freak cheio de informações que é olhado de lado por todo mundo, só que ele consegue se encaixar nas situações que envolvem todo o grupo e foram criadas pequenas histórias para destacarem outros lados dele. Na verdade mais sincera, eu não acreditava no personagem do Troy, achava que ia ser o clichê do jogador de futebol americano metidinho ou protagonista de algum romance.


Por falar em romance, outro caminho totalmente inesperado para mim foi o do relacionamento de Britta e Jeff. Tudo indicava que ia rolar alguma coisa entre eles e, na minha ingênua imaginação, pensei que seria alguma coisa no estilo gato e rato, que ele ia insistir em conquistá-la e ela hesitaria. Nunca pensei que, no fim das contas, a Annie ia entrar “no meio” dessa conversa e Britta ia se mostrar uma ativista maluca e que Winger ia mostrar que só ama mesmo o seu próprio ego!

O destaque dado para a Shirley com toda a história da gravidez me fez desconsiderar o fato de ter achado que o personagem seria um pouco apagado ou o estilo “mãezona”. Destaque para as vozes que ela faz, que são ótimas!

O reitor muda de um bobão que todo mundo passa por cima para um completo lunático que todo mundo continua passando por cima, mas que deixa a sua marca pelos absurdos e bizarrices super divertidos, incluam aí os figurinos.


Os dois personagens que, para mim, não apresentaram grandes mudanças, e por isso mesmo são perfeitos dessa maneira, são Pierce e Chang. Não digo que eles não mostraram um desenvolvimento, muito pelo contrário!

Pessoalmente, só de ver a cara do Chevy Chase eu já começo a rir e achei super bacana como isso foi aproveitado, utilizando o fato de ele já estar mais velho. As piadas dele tem um timing perfeito e eu adoro o exagero relacionado ao preconceito que ele traz consigo.

O caso do Ken Jeong é muito parecido. Só o fato de ele estar na tela já é divertido e engraçado! Os surtos do personagem são muito bons e a manutenção dele na série trocando o papel de professor por aluno foi realizado de forma suave e sem perder o ritmo.

Enfim, acho que Community só melhorou, nunca deixou a peteca cair, principalmente num aspecto muito difícil que é manter sempre as citações e referências. Pense bem, uma hora esses temas se tornam escassos, mas a série nunca é repetitiva e esses detalhes são inseridos nos diálogos de uma forma extremamente positiva.


Outro destaque são episódios especiais passam por Natal, Halloween, jogos de Paintball e de video game, tudo isso executado com primor. É uma excelente tática para evitar que as coisas fiquem monótonas.

Definitivamente, Troy e Abed são os meus favoritos, mas acho que o grupo todo não seria o mesmo se faltasse um só personagem que fosse!

Acho que todo mundo já sabe que o produtor das três temporadas, Joel McHale, não participará mais da quarta, o que, por enquanto, não diminui a minha empolgação e expectativa!


Vai fazer um ano que sai da faculdade com grande alegria no coração, mas não quero que esses alunos saiam dessa Community College nunca mais! Agora é esperar para conferir o que Community nos reserva!

GoT: a primeira temporada que superou a segunda


Não queiram me matar pelo título, longe de mim dizer que a segunda temporada de Game of Thrones foi ruim! Chegando ao final dela, eu pensei sobre os episódios como um todo e conclui algo que comentei no Senpuucast. A minha imaginação realmente é muito inferior à do George R. R. Martin.

Eu explico. Quando comecei a acompanhar a série, eu achava que iria ser algo do tipo zumbis num mundo medieval. A partir do momento em que as histórias foram se ramificando, se desenvolvendo e os white walkers foram ficando de lado, eu mergulhei num mundo totalmente novo e adorável!

Cometi o erro que eu acredito que 99% dos espectadores devem ter cometido: me apeguei aos personagens. Os vi morrer, serem separados, açoitados, perderem tudo o que tinham, mas me mantive forte, li o primeiro livro e esperei ansiosamente pela segunda temporada enquanto começava a ler o segundo.

É aí que entra a máxima do nome desse post. Eu me envolvi tanto que me acostumei com o “mundo” como ele era e passei a não gostar muito das mudanças que foram acontecendo. Acredito que por isso essa segunda parte da série não teve uma força tão grande pra mim. Pode ter sido o calor do primeiro contato e de conhecer algo novo, não sei…


Surge então um outro ponto que me incomoda, o fato de tudo estar uma bagunça no meu ponto de vista e sem a mínima previsão de ser “consertado”. Aí eu lembro da Osha falando que a guerra que está acontecendo não é a verdadeira, e volto a pensar nos white walkers e que tudo isso que eu considero importante atualmente, no final vai ser um grãozinho de areia no meio de uma luta pela sobrevivência.

Veio Blackwater e todo o frenesi das pessoas em relação ao penúltimo episódio e, a única coisa que eu conseguia pensar era: “poxa, mas eu gostei TANTO mais do penúltimo da primeira temporada…”

Por outro lado, chegou o season finale e esse conseguiu chegar no mesmo patamar da aparição dos dragões que finalizou a primeira parte da série. As pontas deixadas soltas foram fantasticamente bem elaboradas. Como já admiti no Facebook, chorei mesmo (não vou detalhar porque para evitar spoilers, mas foram em muitas partes), me emocionei e, pra mim, isso é um sinal claro de que foi um ótimo episódio!

Pra mim, continua sendo uma das melhores séries que já vi e provavelmente a segunda melhor da HBO (já que meu caso com Sopranos é mais antigo e mais profundo). Não estou nem um pouco desanimada, pelo contrário, como disse no primeiro parágrafo, admiro imensamente a capacidade imaginativa e, é claro, de pôr em prática toda essa imaginação por parte do autor da história e da equipe que realiza a série.

O crescimento de cada personagem pré existente e o desenvolvimento de outros que não eram tão citados ou mesmo nem tinham aparecido ainda está sendo uma descoberta deliciosa!


A última impressão que tenho é que foi tudo um pouco corrido na adaptação para a TV. Pelo menos os capítulos do livro que eu acompanhei simultaneamente me fizeram sentir assim. Talvez, mais um dos motivos que me fizeram gostar mais da primeira temporada. O cuidado com os personagens se perdeu um pouco, muito pela necessidade de acrescentar mais fatos e pessoas à série, até porque o segundo livro é mais volumoso.

No fim, acho que eu realmente tenho problemas em let it go e seguir em frente para as novidades que Game of Thrones pode me reservar. Mais uma vez, é meu saudosismo que fala mais alto. Prometo que vou tentar superá-lo, enquanto aguardo esse longo inverno que vai se seguir até a chegada da terceira temporada.

Dica de música – Kip Winger

Na véspera de vermos Kip Winger ao vivo aqui em BH, fica até difícil dar alguma outra dica de música!


O vocalista da banda Winger é uma das atrações do evento ‘’Rock Never Stops Party’’, que vai acontecer no Studio Bar. A apresentação vai ser acústica, uma vez que o cantor virá sozinho para a capital mineira.

De acordo com a produtora do show, ele vai reviver tempos do álbum acústicoDown Incognito”(1998) e o repertório dos shows contará com os grandes clássicos do Winger, como Miles AwayRainbow In The Rose, Down Incognito, Headed For A Heartbreak, Blind Revolution Mad, e músicas de sua carreira solo, dos álbuns This Conversation Seems Like a Dream (1997), Songs From The Ocean Floor (2000), From The Moon To The Sun (2008).

Não sei como está a venda de ingressos para informar aos interessados em ir ao show, mas está meio em cima da hora também, o jeito é tentar comprar no próprio local da apresentação, se for o caso.

Então, fiquem com Kip Winger em uma versão desplugada de Miles Away!

Flores do Oriente estreia no Brasil


Durante nossa última ida ao cinema para conferir o ótimo Plano de Fuga (Get the Gringo), eu e o meu Bizarrinho assistimos o trailer de um filme que parece ser fantástico! Ficamos super interessados e, com certeza, vamos ver assim que pudermos!

Além de ter um clima super bonito, interessante, e porque não dizer emocionante, o filme também conta com o Christian Bale (que eu adoroooo), então, pensei logo em escrever um post para o Senpuu, e foi isso mesmo que eu fiz! Aproveito as informações para registrar as expectativas aqui também e, claro, depois de conferir, farei um texto contando todas as considerações.

Pesquisei um pouco sobre o filme e descobri que o nome original é Jin líng shí san chai, e que a estreia no Brasil acontece nesta sexta-feira, 25 de maio, sendo chamado de Flores do Oriente, estreiou nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, intitulado Flowers of War.

A história se passa na cidade de Nanjing, em 1937, tendo como pano de fundo a guerra entre China e Japão. Enquanto o exército imperial japonês chega à capital da China, civis desesperados procuram se esconder atrás das paredes de uma catedral aonde o americano John Miller (Christian Bale), no meio do caos das batalhas, usa a igreja como refúgio juntamente com garotas estudantes e treze cortesãs que também querer escapar do massacre que acontece no local.

A batalha para sobreviver à violência e perseguição imposta pelo exército japonês se torna um ato de heroísmo que vai levar o grupo formado por pessoas tão distintas a lutar arriscando suas vidas por um bem comum.

Então, fica a dica! Veja abaixo as informações técnicas sobre o filme e também o vídeo do trailer! Se vocês animarem e assistirem, comentem aqui suas opiniões também!

Ficha Técnica

Diretor: Yimou Zhang (O Clã das Adagas Voadoras)
Roteirista: Heng Liu
Elenco principal: Christian Bale, Ni Ni, Xinyi Zhang, Paul Schneider e Tong Dawei
Duração: 146 minutos
Distribuidora: PlayArte Pictures
Site Oficial:  theflowersofwarthemovie.com

Curiosidades

– Baseado no romance “The 13 women of Nanjing”, de Geling Yan.
– Flores do Oriente teve orçamento de 90 milhões de dólares.
– O filme é falado em inglês e mandarim.
– Steven Spielberg foi quem recomendou Christian Bale para o papel principal.
– É o segundo filme totalmente realizado por chineses a ter uma estrela de Hollywood como protagonista.

Trailer

Everybody dies, everything ends


Que eu me lembre, House foi a primeira série norte americana que acompanhei “em tempo real” e cheguei ao final. Na verdade, as quatro ou cinco primeiras temporadas eu assisti depois de muito tempo que já tinham passado na televisão, mas, depois disso assisti, semanalmente, os episódios.

Mas, já que o assunto é o encerramento da série que aconteceu na última segunda-feira (21), vou escrever brevemente as minhas percepções. Aviso que não vou detalhar muitas coisas para evitar spoilers!

Para mim, House começou de forma arrebatadora, se mostrou uma série excelente e assim se manteve até a metade. Depois, com a saída dos personagens originais da primeira equipe do médico, senti uma queda no ritmo e na qualidade da produção, talvez até me acostumar com os novos personagens, tanto que, depois de um tempo, passei a achar que as coisas voltaram ao eixo.

Mesmo assim, o roteiro deu uma amornada nas últimas temporadas, especialmente após a saída da Thirteen e da Cuddy. Não sou tão aficcionada a ponto de procurar informações sobre o porquê dessas saídas, mas, para mim, não fizeram bem à produção de forma alguma. Enfim, House foi seguindo e eu, assim como milhares de outros fãs continuei acompanhando.

Sobre o último episódio, gostei bastante da forma como foi montado, o “retorno” de antigos personagens como aqueles especiais de natal que mostram o espírito natalino e sempre rolam em séries norte americanas, além da manutenção da mesma linha dos outros capítulos. No entanto, a sensação que tive ao final de tudo foi de vazio. Não um vazio por sentir falta da série, mas sim aquele vazio de que a conclusão meio que não concluiu de forma satisfatória.

Parece que foi tudo corrido demais e que tinha que acabar logo, ou talvez eu esteja em um processo de negação. A questão é: na minha opinião, o final deveria ser uma coisa mais especial do que foi, talvez dois episódios casados para dar um ar maior de suspense.

Por outro lado, o series finale conseguiu despertar em mim diferentes sentimentos e emoções, o que eu considero super positivo. Isso aconteceu principalmente por causa da nostalgia despertada e as surpresas que foram encaixadas no capítulo, no melhor estilo House.

Outro ponto que me agradou foi o uso quase constante de máximas do médico que estiveram sempre presentes no decorrer da série. O mais interessante é que, essas “lições” são colocadas por outros personagens neste episódio final, como se eles tivesse aprendido com Gregory House que, por exemplo, “everybody lies”!

Acho que, no fundo, todo mundo que acompanhou a série acabou aprendendo uma coisa ou outra sobre a vida com o Dr. House. Agora, como cada um vai usar o que absorveu, já são outros quinhentos!


Assim como a minha opinião sobre o series finale é um pouco dúbia, essa é a forma como enxergo House como um todo. Fico triste em me despedir, vou morrer de saudades, mas acredito que já era a hora de encerrar para não cair num desânimo ou repetições desnecessárias durante os episódios.

“Gregory House saves lives, he was a healer… House was an ass. He mocked anyone, he was a bitter jerk who liked making people miserable.” – James Wilson.

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