::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

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Never too old for Riggs and Murtaugh!

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Resolvemos retomar as atividades por aqui!!

E, para recomeçar em grande estilo, quero falar de uma franquia apaixonante que é um xodó do casal ❤

O assunto me veio à cabeça pois acabamos de rever (pela 4ª ou 5ª vez) todos os Máquina Mortífera (Lethal Weapon) em versão Blu-ray, adquirida recentemente [no Saldão do Nick] como presente meu para o meu agora marido Luiz!

Mas, antes das considerações sobre os filmes e tudo mais, vamos para uma historinha rápida!

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Durante o tempo no qual o Bizarríssimo morou no Equador, ele me mandava presentes em datas especiais, obviamente. Em uma das vezes, chegou até a minha casa uma caixa retangular dos Correios. Quando abri, lá estavam quatro DVDs, com Mel Gibson e Danny Glover na capa.

O título, era conhecido de qualquer criança que, assim como eu, teve a infância passada nos anos 90 assistindo a Sessão da Tarde: Máquina Mortífera! Mas, assim como a maioria das menininhas que tiveram uma mãe como a minha, eu não tinha ideia do que aquele filme de policiais e ação se tratava…

Imaginei então, pelo próprio nome, que era algo com muito sangue, perseguições e metralhadoras, no estilo badass muito comum para a época também.

Abri a caixa e dei o play confiando única e exclusivamente em quanto meu namorado me conhecia e com a certeza de que alguma coisa ali iria me conquistar.

Dito e feito!

A HISTÓRIA

Martin Riggs perdeu sua esposa e tenta, sem sucesso, se matar. Roger Murtaugh completa 50 anos e está próximo da aposentadoria. Cada um tem seus ímpetos e maneiras de combater o crime. Mas, como dois perfis tão diferentes podem dar certo?

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No fim das contas, exatamente por serem tão distintos, é que os personagens completam um ao outro. Na sequência dos filmes, a gente descobre que tudo que eles precisavam, na verdade, era um do outro.

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A relação entre os dois protagonistas é brilhantemente construída em cada uma das partes da quadrilogia, com sequências emocionantes, impactantes, divertidas e sofridas que mostram situações que, quando divididas entre os dois policiais, fazem com que a parceria deles cresça e conquiste o espectador.

TRILHA SONORA

Composta e executada por Michael Kamen, Eric Clapton e David Sanborn, a trilha sonora é um capítulo à parte, que merece todo o destaque possível!

Durante dias, e até semanas, você vai cantarolar os ritmo dos temas musicais de Máquina Mortífera, é um fato.

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Algo que eu só reparei da última vez que vi os quatro filmes é que, para cenas nas quais o destaque é Murtaugh, o tema escolhido é o do saxofone. Já Riggs, fica com as guitarras inconfundíveis em seus momentos de foco. 

Para fechar tudo com chave de ouro, Why can’t we be friends, da banda War, sintetiza bem tudo que a dupla passou durante toda a história junto com a família e outros amigos que surgiram pelo caminho! A canção vem junto com os créditos finais, que trazem fotos de todas as épocas (o que sempre me faz chorar…)

O ELENCO

Outro destaque importantíssimo, na minha opinião, é a manutenção dos mesmos atores, do início ao fim.

Uma mudança, especialmente na dupla principal, poderia ter sido letal (com o perdão do trocadilho) para todo o desenvolvimento da trama e dos personagens.

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Além disso, os acréscimos são sempre de peso: temos Joe Pesci logo na primeira parte de sequência, com seu hilário alívio cômico Leo Getz, Rene Russo (na terceira parte) interpretando Lorna, a única mulher durona o bastante para deixar Martin Riggs literalmente de queixo caído e ao mesmo tempo curar as feridas do policial e, na reta final, Chris Rock aumentando os decibéis e o humor, como o genro ‘desconhecido’ do sargento Murtaugh.

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WE’RE FAMILY!

Todo esse desenvolvimento não pode terminar de maneira mais propícia.

A arma letal em forma de homem e o sargento que quase se aposenta por mais de uma vez, renovam as energias com duas novas vidas que chegam em suas histórias, mostrando que não estão não velhos demais pra essa merda toda!

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Pra mim, Máquina Mortífera vai muito além dos filmes de ação, tanto os das décadas de 80/90, quanto os de agora.

Quem desconhece a franquia e os personagens pode, assim como eu há muito tempo atrás, pensar que vão rolar somente explosões intermináveis e um protagonista que nunca morre, apesar das tentativas exaustivas do pessoal malvado.

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Nada disso deixa de existir, porém, tudo tem seu lugar e sua lógica. A ânsia pela morte e por matar, dá lugar ao companheirismo e ao extinto de sobrevivência e justiça. As loucuras dão o tom leve e divertido que é possível se observar em diversos momentos.

Mas, quando Murtaugh e Riggs precisam falar sério e abordar assuntos pesados como preconceito, drogas, prostituição, perdas indesejáveis, envelhecimento (porque não) e o quanto o mundo pode ser cruel com os mais fracos, eles o fazem com maestria por meio de seus diálogos de pai e filho, de amigos eternos e de parceiros para todas as horas.

É impossível não crescer com eles, não aprender com eles, não amá-los e não se tornar parte da família deles!

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A bela e sombria arte de The Backwater Gospel

Sou um grande fã da banda Echo & The Bunnymen e estava procurando pelo clipe de Killing Moon no Youtube.

Nos vídeos relacionados acabei encontrando essa animação (que eu achei que na verdade era o clipe de alguma banda desconhecida) que me conquistou logo de cara pelo traço “sujo” e o tema obscuro.

Com uma trama muito bem desenvolvida, temos como cenário um pequeno vilarejo que lembra muito as pequenas cidades dos Estados Unidos que fazem divisa com o México, uma igreja, um músico e um pastor/padre que aterroriza as pessoas falando sobre pecados e o julgamento final.

O músico, que aparentemente não concorda muito com aquilo, é o único que não entra na igreja.  O desfecho (sensacional) eu deixo para quem estiver lendo conferir na própria animação.

Vale ressaltar a trilha sonora e o belo e sinistro visual do curta que deixam a coisa toda ainda mais atrativa (ao menos para mim).

Confiram essa belezinha:

Surpresas agradáveis que acontecem na vida


Não sei se é muito comum acontecer isso com vocês, mas eu e o Luiz, várias vezes nos vemos na situação em que já vimos todos os filmes em cartaz no cinema e resta aquele que não foi muito comentado, ou que não seria uma primeira opção para a gente por motivos diversos.

Em uma dessas, nos deparamos com o horário compatível para conferir “Os Intocáveis” na telona. A única coisa pré filme que tivemos acesso foi aquele resuminho que o pessoal coloca no site junto com a imagem do cartaz.

Nos deparamos, então, com uma história maravilhosa, executada de forma fantástica. Não saberia conceituar pra vocês um “estilo” no qual o filme se encaixa. Ele tem drama, tem comédia (na medida e da maneira exatas) e é baseado em uma história real.

O que eu sei dizer é que é um filme excelente!


A construção dos personagens é feita desde a primeira cena até o último momento, no qual você ainda não sabe o que vai acontecer e o que a trama reserva. Philippe é um tetraplégico rico e me refiro a ele assim porque é exatamente a forma como as pessoas a seu redor o enxergam.

Isso até a chegada de Driss que, em busca de uma assinatura para conseguir alguns meses de seguro desemprego, acaba sendo escolhido para trabalhar cuidando do milionário por causa de sua atitude durante a entrevista de emprego.

A partir daí, a gente é colocado na pele dos dois personagens. Conhecemos a realidade pobre e difícil de Driss em contrapartida ao palácio cercado de confortos e riquezas onde vive Philippe.


Mas não é só essa dicotomia abordada. Uma coisa sobre a qual eu sempre penso muito é retratada na tela. É claro que a gente vive e age de acordo com a realidade na qual fomos criados e aprendemos a aceitar.

E é aí que vem o maior choque desta história toda, na minha opinião. Philippe não entende como alguém consegue não tratá-lo como um inválido e lidar com ele como uma pessoa comum. Já Driss nunca imaginou tanta ostentação em um lugar só e não compreende coisas que parecem tão simples para o patrão, como pagar fortunas em obras de arte que “qualquer um poderia fazer”.

Além disso, a música é um outro artifício usado para deixar claro esses conflitos. Enquanto Driss adora Earth Wind & Fire e outras bandas “populares”, Philippe admira e é conhecedo de música clássica.

O grande mérito então, está no fato de, ao mesmo tempo de não entenderem essas atitudes e realidades diferentes, cada um desses personagens deseja ser tratado dessa maneira que nunca foi próxima deles antes!


Veja bem, eles desejam essas mudanças que apareceram sem pretensão na vida deles e começam a fazê-las acontecer! Como eu já disse lá em cima, foi exatamente assim que esse filme apareceu na vida dos dois donos deste blog: sem a mínima pretensão e conquistando espaço!

Sair da zona de conforto e tentar imaginar como outras pessoas enxergam a vida sempre foi um tema que me chamou muito a atenção e o filme aborda isso de uma maneira ao mesmo tempo leve e reflexiva.

Portanto, a minha dica é: dê a oportunidade para essa produção francesa fazer a diferença na sua vida também e vai abrir seus olhos pra muita coisa além do convencional!

Fiquem com a cena mais espetacular do filme e que, na minha modesta opinião, passa bem o clima dele no geral:

Batman ressurge e marca seu nome na história


Quem gosta do Batman, seja nos quadrinhos, filmes, desenhos animados, ou de qualquer forma, tem a obrigação de ver The Dark Knight Rises. O filme é, literalmente, um presente para os fãs. Se você não tem nenhuma ligação com o herói, a produção cinematográfica é uma ótima aula de como se fazer cinema!

O filme é claramente bem planejado, minuciosamente trabalhado e elaborado nos mínimos detalhes. Christopher Nolan não poderia ter encerrado uma trilogia de forma mais bonita, emocionante e com tanta qualidade.

No momento em que você acha que já foi o suficiente, que The Dark Knight Rises chegou ao ápice, lá vem mais pedrada na sua cara, mais tensão, mais emoção! E é disso que o filme é contruído, emoções em todos os sentidos possíveis da palavra.

Isso se deve muito ao fato do protagonista ser um personagem baseado em conflitos humanos que, desde Batman Begins, são muito bem explorados. Chego então a um outro ponto que me chamou muito a atenção: como o terceiro filme conseguiu se ligar tão bem aos dois primeiros e trazer citações e conexões com os anteriores de forma leve e marcante.


Mas, ao mesmo tempo, The Dark Knight Rises é algo totalmente novo, mostrando mais os jogos de poder nas relações sociais, mesmo em tempos de relativa paz em Gotham City. Assim, o foco continua sendo o Batman, obviamente, mas os personagens secundários não podem ser hierarquizados, já que todos têm importâncias gigantes e muito bem construídas e trabalhadas.

A minha única ressalva é a Mulher Gato, que não me convenceu muito, mas me agrediu muito menos do que eu imaginei. Senti um pouco a falta de mostrarem mais o lado vilã dela e o cabelo solto quando usando a máscara e a roupa me incomodam um pouco esteticamente…

Ainda sobre as expectativas, o meu receio de sentir um buraco pela falta que o Coringa poderia proporcionar, foi pelos ares, já que um novo mundo surge na sua frente e você passa a lembrar de The Dark Knight como uma ponte que levou a esses novos tempos.


A ideia de criar o caos, necessária para o bom desenvolvimento do Bane como personagem e vilão, foi colocada em prática de maneira primorosa. Você consegue se sentir dentro da cidade, vendo tudo cair aos pedaços e aí o espectador sente a necessidade da chegada triunfal de Batman. E isso pra mim é o que faz com que o filme esteja acima de qualquer outro do gênero.

Quem está sentado na cadeira do cinema, quando consegue parar para respirar, é levado a percebe o quanto é necessária a presença do homem morcego urgentemente! Essa urgência faz com que cada cena que se segue seja importantíssima e faz você não querer desgrudar os olhos da tela.

Fui levada às lágrimas algumas vezes durante o filme (não que eu seja um grande parâmetro, porque me emociono e expresso essas emoções facilmente), e credito isso à competência da criação dos diálogos e das sequências de tensão.

O suspense também ajudou muito nisso tudo, já que as situações “demoram” a se desenrolar e, quando você está preocupado e envolvido com determinado acontecimento, o diretor te leva para o outro lado da cidade onde algo mais está tomando lugar para depois juntar tudo sem deixar pontas soltas!


Como não gosto de escrever textos sobre filmes com spoilers, queria só citar a parte que mais me emocionou. Em Batman Begins, a cena na qual o pequeno Bruce Wayne cai no poço e seu pai o salva e fala para ele: “Why do we fall down, Bruce? So we can learn to pick ourselves up again” é para mim algo que serve para todo mundo, em todos os aspectos da vida. No primeiro filme da trilogia, Alfred volta a lembrar o adulto Bruce dessas palavras e, em The Dark Knight Rises, ele se lembra disso mais uma vez!

Além de me mostrar que tudo foi costurado e elaborado maravilhosamente na construção desse protagonista, também me serviu muito como pessoa a confirmar algo no qual eu acredito muito: que a gente leva tombos nessa vida é para se levantar e seguir mais fortes!

Se pararmos para pensar mais um pouco ainda, olha como foi tudo construído desde o início! Já no primeiro filme, era ensinado ao personagem principal a importância de se reeguer, o que é exigido dele tempos depois, na última parte da história.

Por falar no protagonista, ressalto que Christian Bale, para mim, é um Bruce Wayne perfeito em todas as suas fases. Vai do playboy incontrolável ao herói quebrado de maneira impressionate e, algo que eu acho muito importante, tem feições ótimas para o Batman com a máscara. Os olhos e a boca são muito expressivos.


Enfim, afirmo com toda a certeza que este foi um filme digno deste herói cheio de nuances e conflitos tão humanos, assim como a trilogia, que mostrou, de maneiras diversificadas, um pouquinho mais de um dos melhores Batmans que eu já tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar.

Quando eu já estava com o texto quase todo elaborado, o meu bizarrinho Luiz me mostrou o vídeo da crítica do Maurício Saldanha e tudo que ele disse encaixou bastante com o que eu senti ao ver o filme. Então, deixo o link para vocês verem também!

Dark Shadows e meu amor por Burton e Depp


Eu começo o meu texto avisando que sou suspeita para falar de Tim Burton e suspeita para falar de Johnny Depp. Logo, já saiba que esse será um comentário suspeitíssimo sobre Dark Shadows!

Concordo com o Luiz quando ele disse no Facebook que as pessoas estão meio amarguradas para falar do Tim Burton, já que as críticas que acompanhamos desceram a lenha no diretor. E concordo mais ainda quando ele disse que, obviamente este não é o melhor filme dele, mas também não tem nada de ruim!

Vou começar pela parte positiva mais óbvia. Como todos os filmes dele que eu já vi, sem nenhuma exceção, a estética é fantástica, super bem trabalhada e lindíssima! Eu adoro a maneira como ele opõe as cores e a escuridão.

Especificamente nesse filme, outra coisa que me chamou a atenção foi toda a ambientação dos anos 70! Detalhes como o destaque para filmes em cartaz, uma cidade pequena da época, o posto Shell, as cores vibrantes, as luzes de danceteria, enfim, toda a construção dessa época do passado parece ser cuidadosamente trabalhada.


Outra parte crucial nessa volta no tempo é a música. Passo então para um tópico totalmente à parte! Outra parceria que sempre me agrada é a participação do Danny Elfman nos filmes do Burton e dessa vez não foi diferente. Pra mim, a trilha sonora foi responsável por 90% da ambientação, tanto na escolha das músicas da década de 70 para cenas específicas quanto as canções instrumentais em momentos de tensão, aventura, etc.

Mais uma vez a gente localizou o personagem com caracaterísticas que se repetem quase sempre nos filmes de Tim Burton: branquinho, de cabelos pretos, introspectivo e que não se relaciona bem com a sociedade. Dessa vez é o pequeno David Collins que diz manter contato com a mãe que morreu.

A construção dos personagens, no início, é muito bem feita. Um detalhe que eu reparei é a forma do público conhecer cada um deles de acordo com a maneira como eles enxergam a mansão dos Collins. A cada momento que um novo personagem é inserido, ele chega na casa e faz algum comentário sobre ela, o que deixa implícito a maneira como ele vai agir durante toda a história.

Burton vai construindo também a trama com um tipo de humor que eu gosto muito, ressaltando o anacronismo entre o vampiro que dormiu por duzentos anos e a realidade da década de 70. Além disso, ele faz com que a gente se apaixone pelo vampiro Barnabas Collins, se identifique com a dor de amor que ele sofre e a maldição pela qual passa, mas sem deixar de mostrar que, querendo ou não, ele é um vampiro que vai matar para se alimentar.


Mas, devo admitir então o que considerei uma falha. A expectativa de um final que mantivesse esse ritmo excelente do resto do filme ficou super alta para mim e, de repente, as coisas começaram a acontecer rápido demais. Na minha opinião, alguns pontos foram explorados excessivamente no começo e, no fim, foi preciso correr para acrescentar todas as informações que o roteiro pediu.

O que acontece é que o salto foi muito brusco e eu me senti meio perdida no cinema. De repente as coisas mudaram, revelações foram feitas na cara do espectador, agora sem a preparação toda que foi realizada lá no início. Acredito que muito disso se deve à necessidade de encaixar várias temporadas da série/novela na qual o filme foi baseado em menos de duas horas de produção cinematográfica.

Posso dar dois exemplos que me causaram essa sensação: Roger Collins é pouquíssimo abordado até a metade do filme, de repente, Barnabas percebe que ele é um golpista, faz um proposta para que ele deixe a casa e o personagem simplesmente é descartado em menos de dois minutos. Outro personagem que parece ser jogado fora sem muita explicação é a Dra. Julia Hoffman que, apesar de ficar claro que desafiou o protagonista, é tudo decidido e resolvido muito rápido.

Sendo assim, o desfecho pra mim não foi satisfatório, pareceu que algo ficou faltando e simplesmente nós passamos por cima desses acontecimentos sem percebermos. Parece que todo mundo no cinema ficou esperando um grande confronto entre o vampiro e a bruxa que acaba se tornando uma grande bagunça nas cenas finais.


De resto, para mim o elenco foi muito bem selecionado, as atuações impecáveis. Destaco ainda um outro detalhe que o Luiz comentou comigo, sobre a capacidade de Tim Burton de transformar as pessoas em figuras estranhas, como por exemplo, a belíssima Eva Green, que continua muito bonita, mas de uma maneira um tanto quanto bizarra.

Portanto, o saldo para mim foi super positivo. Fui ao cinema, vi uma estética que me agrada, atuações muito boas e, acima de tudo, me diverti! Mas, vale lembrar que não se deve ir assistir o filme esperando dar boas gargalhadas o tempo todo. A diversão e o humor vão além disso, dentro de uma realidade específica, portanto, entre nesse mundo obscuro e colorido, ao mesmo tempo, e divirta-se!

Flores do Oriente estreia no Brasil


Durante nossa última ida ao cinema para conferir o ótimo Plano de Fuga (Get the Gringo), eu e o meu Bizarrinho assistimos o trailer de um filme que parece ser fantástico! Ficamos super interessados e, com certeza, vamos ver assim que pudermos!

Além de ter um clima super bonito, interessante, e porque não dizer emocionante, o filme também conta com o Christian Bale (que eu adoroooo), então, pensei logo em escrever um post para o Senpuu, e foi isso mesmo que eu fiz! Aproveito as informações para registrar as expectativas aqui também e, claro, depois de conferir, farei um texto contando todas as considerações.

Pesquisei um pouco sobre o filme e descobri que o nome original é Jin líng shí san chai, e que a estreia no Brasil acontece nesta sexta-feira, 25 de maio, sendo chamado de Flores do Oriente, estreiou nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, intitulado Flowers of War.

A história se passa na cidade de Nanjing, em 1937, tendo como pano de fundo a guerra entre China e Japão. Enquanto o exército imperial japonês chega à capital da China, civis desesperados procuram se esconder atrás das paredes de uma catedral aonde o americano John Miller (Christian Bale), no meio do caos das batalhas, usa a igreja como refúgio juntamente com garotas estudantes e treze cortesãs que também querer escapar do massacre que acontece no local.

A batalha para sobreviver à violência e perseguição imposta pelo exército japonês se torna um ato de heroísmo que vai levar o grupo formado por pessoas tão distintas a lutar arriscando suas vidas por um bem comum.

Então, fica a dica! Veja abaixo as informações técnicas sobre o filme e também o vídeo do trailer! Se vocês animarem e assistirem, comentem aqui suas opiniões também!

Ficha Técnica

Diretor: Yimou Zhang (O Clã das Adagas Voadoras)
Roteirista: Heng Liu
Elenco principal: Christian Bale, Ni Ni, Xinyi Zhang, Paul Schneider e Tong Dawei
Duração: 146 minutos
Distribuidora: PlayArte Pictures
Site Oficial:  theflowersofwarthemovie.com

Curiosidades

– Baseado no romance “The 13 women of Nanjing”, de Geling Yan.
– Flores do Oriente teve orçamento de 90 milhões de dólares.
– O filme é falado em inglês e mandarim.
– Steven Spielberg foi quem recomendou Christian Bale para o papel principal.
– É o segundo filme totalmente realizado por chineses a ter uma estrela de Hollywood como protagonista.

Trailer

Explosões, referências nerds e manobras automobilísticas incríveis? Gymkhana 4!

Segundo as minhas pesquisas rápidas, Gymkhana é um esporte de performance com carros em alta velocidade e manobras inacreditáveis de tão legais. Claro que o resultado das pesquisas eram mais formais e eu resumi para vocês.

A verdade é que o pessoal da DC (não a editora de quadrinhos, mas sim empresa de tênis, calçados etc que vocês conhecem) deixou esse esporte mais legal ainda. Com uma série de vídeos super legais e que fazem qualquer um que gosta de carros grudar na tela, eles conseguiram me viciar nessa tal modalidade.

O que me fez postar isso aqui é que a nova edição do Gymkhana da DC tem incríveis referências nerds, entre elas: De Volta Para o Futuro, Top Gun, Exterminador do Futuro…e muitas outras que vou deixar vocês mesmo descobrirem.

Como cinéfilo, achei a edição mais legal. Como fanático por corridas, achei que ficou um pouco exagerado e mostrou menos o carro e mais os efeitos, referências e easter eggs.

De qualquer forma, o curta é incrivelmente divertido e contou com a direção excelente de Ben Conrad, responsável pelos efeitos no filme Zumbilândia.

Assista e conte quantos nossas, puts e palavrões você vai soltar durante o curta!

Abraços do Bizarro.

Fuga das convenções

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“Homens que não amavam as mulheres” é surpreendente e denso para mostrar, sob diferentes ângulos, as facetas do relacionamento homem-mulher.

A adaptação do livro sueco “Man som hatar kvinnorpara o cinema, vem para o Brasil com o nome “Os homens que não amavam as mulheres”. O filme homônimo, à primeira vista, parece ser mais um suspense hollywoodiano. Mas o diretor dinamarquês Niels Arden Ople constrói personagens cativantes e explora o tema de forma inteligente durante o enredo do longa metragem.

Surpresa é a palavra que poderia resumir “Os homens que não amavam as mulheres”. Mistério, suspense e ficção atualmente tem sido, de alguma forma, banalizados e colocados dentro de padrões. A forma como tudo isso se encaixa e prende o espectador por meio de sentimentos distintos é digna de destaque.

Acompanhe a crítica em um mini podcast

Criticaoshomens by Lorena Tárcia

Depois de ficar em evidência na mídia por denunciar um caso de desvio de verbas, o jornalista Mikael Blomqvist (Michael Nyqvis) é chamado para investigar o paradeiro de Harriet Vanger, desaparecida desde 1966. Ele aceita e vai para uma ilha onde conhece a pitoresca família Vanger, cujos membros são suspeitos pelo desaparecimento da jovem.

No meio de suas pesquisas, o caminho de Blomqvist se cruza com o da hacker Lisbeth Salander (Noomi Rapace) que foi contratada para segui-lo e saber se ele realmente teria condições de resolver o caso. Os dois começam então a descobrir assassinatos relacionados a passagens bíblicas e a investigação segue até alcançar o tema central do filme, como o relacionamento homem-mulher pode mudar o rumo de vidas.

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Aqueles de estômago fraco devem pensar duas vezes antes de encarar as duas horas e trinta e dois minutos com cenas fortes e densas. A personagem principal tem problemas de agressividade e por isso tem que ser fiscalizada por um curador. O tutor que deixa a personagem tomar conta da própria vida é substituído por um homem que faz chantagem em troca de favores sexuais. O que se segue, para a construção da personagem é uma cena de estupro seguida pela vingança de Lisbeth, que espanca o homem que cometeu o abuso contra ela.

Aos olhos de um espectador menos atento, a princípio, esse tipo de cena parece desnecessária e incômoda. Mas dessa forma foi alcançada a intenção de incomodar ao mostrar a superioridade que alguns homens pensam ter sobre as mulheres por meio do ato sexual.

Outro detalhe que parece ser confuso é o aparente pouco destaque inicial para a personagem principal. A tradução do título para a língua inglesa é “The girl with the dragon tattoo”, o que leva a crer em uma importância extrema de Lisbeth na história

O maior trunfo do filme é inserir a personagem lentamente, até por uma questão da estética um pouco “agressiva”, visualmente falando e não fazer com que ela se tornasse uma espécie de “mocinha” com a qual estamos acostumados a lidar em histórias de investigação. Durante cada nova situação, Lisbeth mostra novas características que a afastam de uma heroína convencional.

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Outra fuga clara dos padrões está na fusão das histórias de Lisbeth e Blomqvist. O encontro e relacionamento dos dois servem para mostrar uma forma de envolvimento diferente entre pessoas do sexo oposto, sem os romances clichês que muitas vezes servem de válvula de escape para a tensão do assunto tratado no filme ou ainda de atrativo para o público.

Adicione a essa experiência que causa estranhamento, o fato das filmagens terem sido feitas na Suécia e mostrarem belíssimos ambientes totalmente diferentes dos quais estamos acostumados a ver. Além disso, ouvir a distinta sonoridade da língua sueca pode também ser considerado parte do clima instigante dessa produção cinematográfica.

Para os interessados no assunto e que gostarem do filme, as cenas finais deixam a entender que acontecerá uma continuação. Isso também pode ser esperado, uma vez que “Millenium” é uma trilogia e deixa aberto espaço para adaptações dos outros dois livros. O importante é saber se haverá aceitação do público para uma produção estrangeira e já circulam pela internet notícias de uma refilmagem norte-americana para “Os homens que não amam as mulheres” com a probabilidade de corte para as cenas mais pesadas. A ideia me parece o mesmo que tentar mostrar o horizonte a um cego ou tocar música para um surdo.

Texto produzido por Ana Carolina Dias para a disciplina de Jornalismo Cultural no sexto período do curso de jornalismo do UNI-BH.

O fantástico mundo de Tim Burton

Tim Burton anuncia os primeiros nomes confirmados para o elenco do seu novo filme, Frankenweenie. O longa será produzido pela Walt Disney Pictures e neste mês foram anunciados os nomes de Winona Ryder, Martin Landau, Catherine O’Hara e Martin Short farão as vozes dos personagens da animação.

Todos eles já trabalharam com o diretor em produções anteriores. Ryder foi Kim, em “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e a Lydia de “Os Fantasmas se divertem” (1988), que também tinha O’Hara no elenco como a personagem Delia. Short fez o papel de Jerry Ross em “Marte ataca!” (1996) e Landau interpretou Béla Lugosi no longa “Ed Wood” (1994) além de ter feito uma participação em “A Lenda do Cavaleiro sem cabeça” (1999).

Na década de 1980, Burton iniciou sua carreira por meio de uma bolsa de estudos dos próprios estúdios da Disney para trabalhar com animação. Depois de realizar Vincent (1982), sua primeira animação, ele dirigiu dirige um filme de ação com 27 minutos, a primeira versão de “Frankeweenie” (1984).

A produção não foi lançada porque os responsáveis não a consideraram conveniente para o público infantil. Mesmo assim, o diretor foi contratado e começou a trabalhar no mesmo ano em séries para TV, no caminho para a direção de seu primeiro longa “As grandes aventuras de Pee-Wee” (1985).

O novo Frankenweenie será baseado neste curta-metragem homônimo do início da carreira de Burton. A história é sobre um garoto chamado Viktor e seu cãozinho, Sparky. Depois de sofrer com a morte do animal de estimação, o menino descobre o livro de Frankstein e resolve trazer seu amiguinho de volta à vida. A refilmagem tem previsão de estreia para 2012.

Acompanhe pelos vídeos as três partes do original Frankweenie e na sequância, uma linha do tempo com a filmografia de Tim Burton como diretor e produtor.

Doze homens e uma sentença

TÍTULOS E CARTAZES

O título 12 homens e uma sentença não é uma tradução literal do nome do filme em inglês (12 angry men). As duas formas expressam a idéia do longa metragem, em português porém, dá uma idéia mais geral, enquanto em inglês faz referência ao decorrer da história.

A forma caligráfica traz as letras em caixa alta e o título está em destaque na capa do filme. O número “12” tem um realce maior e tem uma faca desenhada como se estivesse fincada no título, referência a um momento específico do filme em que é analisado um punhal como prova que poderia acusar o réu. Este objeto pode antecipar a expectativa em relação ao tema do longa metragem.

Em português, o nome é um resumo do argumento do filme, uma vez que está relacionado ao enredo, no qual doze membros de um júri devem decidir a sentença a ser aplicada a um réu. O título em inglês vai um pouco mais longe e refere-se às divergências e brigas constantes entre os jurados para tomar sua decisão, o que criou um estado de nervos na sala.

A tradução tornou mais direta a relação entre o título e a ideia principal do filme, já o nome original buscou uma análise do comportamento dos personagens para nomear a obra cinematográfica.

O destaque fundamental do cartaz é o ator principal Henry Fonda, cujo nome aparece escrito em vermelho logo acima do título, que também se encontra destacado. O material promocional em questão traz ainda um desenho, na parte superior, dos personagens por meio dos quais a história se desenvolve.

Além do ator principal, no canto inferior do cartaz, são destacados os atores Lee J. Cobb, Ed Begley, E. G. Marshall e Jack Warden. Constam também os nomes do roteirista Reginald Rose, do diretor Sidney Lumet e da produtora Orion-Nova. Henry Fonda e Reginald Rose participaram também da produção e tem seus nomes colocados novamente neste local do cartaz.

O punhal é um objeto importante que faz alguns dos personagens mudarem seu veredicto durante o filme e também está presente no cartaz em plano detalhe. Há ainda outra ilustração com Henry Fonda em primeiro plano e a cena final do filme ao fundo, dos doze homens reunidos na mesa enquadrados em plongée.

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A cor amarela foi usada em quase todo o cartaz e os desenhos em azul. Não há como fazer uma conexão entre estas cores e os gêneros indicados por Y. Baticle.

Por fim pode-se observar a presença de duas tag-lines. A primeira, com maior destaque é: Life is in their hands – death in on their minds! Há uma referência ao conflito existente durante toda a história, uma vez que os personagens podem decidir o futuro da vida do réu por meio de seu veredicto e a maioria deles afirma que o rapaz é culpado e deve ser condenado à pena de morte.

Já a tag-line escrita na esquerda do cartaz:It explodes like 12 sticks of dynamite, é uma referência semelhante à do título original. As divergências entre os jurados criam um clima tenso entre os doze homens e durante o filme o espectador tem a impressão de que a qualquer momento um deles vai “explodir”.

UM CONCEITO + UM FILME

O filme 12 homens e uma sentença tem sua história passada, quase totalmente, em apenas um cenário. Os doze jurados ficam fechados em uma sala na qual discutem e analisam novamente as provas sobre um caso de assassinato, em busca de um veredicto justo. De acordo com a crítica publicada no site Cine Players, tal característica se deve às experiências anteriores do diretor Sidney Lumet com o teatro.

O conceito a ser trabalhado nesta produção cinematográfica é o de plano seqüência. Conforme publicado no site Cine Rinha: Um plano seqüência consiste em deixar a câmera ligada e a cena é captada sem cortes. Há os que a câmera fica parada e a cena se desenrola sem grandes movimentos, uma espécie de teatro filmado. Há também a seqüência onde a câmera fica no ombro do operador.”

Cunha, autor da crítica no site Cine Players destaca que, para que o enredo não ficasse prejudicado pela forma de mostrar os acontecimentos (sempre em uma só locação), o diretor utilizou de algumas estratégias. Primeiramente a forma de apresentação do filme, sem narrador ou introdução, apenas mostrando imagens do tribunal com uma música de fundo, até chegar à sala específica.

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O plano seqüência terá a mesma função: evitar muitos cortes para não deixar o ambiente do filme cansativo ou monótono. Os personagens sempre estão em movimento e a câmera os acompanha de forma a fazer com que o espectador sinta-se observando os acontecimentos. Para Cunha “(…) o olhar é muito valorizado neste filme.”

O início da produção cinematográfica já é marcado por um plano seqüência, os jurados são chamados à sala para decidirem o veredicto. Enquanto todos os personagens entram, os créditos são mostrados e o plano seqüência continua, praticamente mostrando cada um dos personagens. Desta forma o perfil de cada um é apresentado por meio de suas próprias ações e sua interação com os outros.

O uso desse artifício é recorrente nos momentos em que os jurados discutem e cada um expõe sua opinião. Um exemplo é a cena na qual o jurado 10 expõe sua opinião sobre as pessoas do subúrbio. Durante toda sua argumentação, a câmera o acompanha e abre um plano geral para mostrar a movimentação dos outros jurados que rejeitam o discurso preconceituoso. Sem usar de palavras, as imagens, por meio do plano seqüência, conseguem mostrar a reação de cada personagem.

FILME: 12 HOMENS E UMA SENTENÇA

O filme pode ser enquadrado no gênero de suspense, uma vez que durante o decorrer da história, a dúvida entre o veredicto de culpado ou inocente é trabalhada de forma a causar dúvida e ansiedade no espectador por uma solução.

Os elementos necessários para uma conclusão do caso são colocados a cada seqüencia do filme, por meio do debate entre os personagens que acham o réu culpado e aqueles que defendem sua inocência. A surpresa da mudança dos votos a cada nova evidência que é revista pelos jurados é também um dado que pode ser usado para classificar o longa metragem como um suspense.

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A produção cinematográfica pode ser considerada como documento de uma época, pois mostra a classe média dos EUA na década de 1950. Todos do júri são homens comuns, que querem assistir a jogos de basquete, ou são treinadores de um time de futebol, ou ainda trabalhadores de comércio.

O filme então vai abordar os preconceitos da época, como quando alguns jurados decidem que o réu é culpado pelo simples fato de ser um rapaz do subúrbio e, ao mesmo tempo, um dos jurados também nascido em um destes locais se sente ofendido.

É mostrada também a relação de pais e filhos com ideais diferentes por meio do último jurado a mudar seu voto para inocentar o réu, que tem conflitos com seu filho. Esta situação é abordada no começo, quando o jurado conta suas brigas com o filho e no fim, quando ele decide inocentar o réu, pois percebe como estava sendo duro com o próprio filho.

Parte do trabalho final realizado pela aluna Ana Carolina Dias para a disciplina Fundamentos de Cinema do curso de jornalismo do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH.

Acompanhe um vídeo com cenas do filme:

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