::Bizarro e Pitoresca::

O blog de abobrinhas da Ana e do Luiz

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Batman e eu, eu e Batman.

Muitas pessoas brincam comigo por conta dessa adoração que tenho pelo Batman. Hoje mais cedo eu estava pensando no assunto e me lembrei que talvez a origem disso tudo tenha sido no primeiro filme que vi no cinema: Batman, de Tim Burton.


Me lembro que na cena dessa imagem acima eu sai correndo pela sala com um misto de pavor, intriga e admiração.

Desde então, todas as minhas roupas, capas, bonecos e quadrinhos foram do Homem Morcego (fora o tokusatsu) e é assim até hoje, vide a minha foto do perfil no Facebook.

Batman é e sempre será mais que uma pessoa de capa. Ele é uma ideia que ao menos na minha cabeça estará presente para sempre.

Dark Shadows e meu amor por Burton e Depp


Eu começo o meu texto avisando que sou suspeita para falar de Tim Burton e suspeita para falar de Johnny Depp. Logo, já saiba que esse será um comentário suspeitíssimo sobre Dark Shadows!

Concordo com o Luiz quando ele disse no Facebook que as pessoas estão meio amarguradas para falar do Tim Burton, já que as críticas que acompanhamos desceram a lenha no diretor. E concordo mais ainda quando ele disse que, obviamente este não é o melhor filme dele, mas também não tem nada de ruim!

Vou começar pela parte positiva mais óbvia. Como todos os filmes dele que eu já vi, sem nenhuma exceção, a estética é fantástica, super bem trabalhada e lindíssima! Eu adoro a maneira como ele opõe as cores e a escuridão.

Especificamente nesse filme, outra coisa que me chamou a atenção foi toda a ambientação dos anos 70! Detalhes como o destaque para filmes em cartaz, uma cidade pequena da época, o posto Shell, as cores vibrantes, as luzes de danceteria, enfim, toda a construção dessa época do passado parece ser cuidadosamente trabalhada.


Outra parte crucial nessa volta no tempo é a música. Passo então para um tópico totalmente à parte! Outra parceria que sempre me agrada é a participação do Danny Elfman nos filmes do Burton e dessa vez não foi diferente. Pra mim, a trilha sonora foi responsável por 90% da ambientação, tanto na escolha das músicas da década de 70 para cenas específicas quanto as canções instrumentais em momentos de tensão, aventura, etc.

Mais uma vez a gente localizou o personagem com caracaterísticas que se repetem quase sempre nos filmes de Tim Burton: branquinho, de cabelos pretos, introspectivo e que não se relaciona bem com a sociedade. Dessa vez é o pequeno David Collins que diz manter contato com a mãe que morreu.

A construção dos personagens, no início, é muito bem feita. Um detalhe que eu reparei é a forma do público conhecer cada um deles de acordo com a maneira como eles enxergam a mansão dos Collins. A cada momento que um novo personagem é inserido, ele chega na casa e faz algum comentário sobre ela, o que deixa implícito a maneira como ele vai agir durante toda a história.

Burton vai construindo também a trama com um tipo de humor que eu gosto muito, ressaltando o anacronismo entre o vampiro que dormiu por duzentos anos e a realidade da década de 70. Além disso, ele faz com que a gente se apaixone pelo vampiro Barnabas Collins, se identifique com a dor de amor que ele sofre e a maldição pela qual passa, mas sem deixar de mostrar que, querendo ou não, ele é um vampiro que vai matar para se alimentar.


Mas, devo admitir então o que considerei uma falha. A expectativa de um final que mantivesse esse ritmo excelente do resto do filme ficou super alta para mim e, de repente, as coisas começaram a acontecer rápido demais. Na minha opinião, alguns pontos foram explorados excessivamente no começo e, no fim, foi preciso correr para acrescentar todas as informações que o roteiro pediu.

O que acontece é que o salto foi muito brusco e eu me senti meio perdida no cinema. De repente as coisas mudaram, revelações foram feitas na cara do espectador, agora sem a preparação toda que foi realizada lá no início. Acredito que muito disso se deve à necessidade de encaixar várias temporadas da série/novela na qual o filme foi baseado em menos de duas horas de produção cinematográfica.

Posso dar dois exemplos que me causaram essa sensação: Roger Collins é pouquíssimo abordado até a metade do filme, de repente, Barnabas percebe que ele é um golpista, faz um proposta para que ele deixe a casa e o personagem simplesmente é descartado em menos de dois minutos. Outro personagem que parece ser jogado fora sem muita explicação é a Dra. Julia Hoffman que, apesar de ficar claro que desafiou o protagonista, é tudo decidido e resolvido muito rápido.

Sendo assim, o desfecho pra mim não foi satisfatório, pareceu que algo ficou faltando e simplesmente nós passamos por cima desses acontecimentos sem percebermos. Parece que todo mundo no cinema ficou esperando um grande confronto entre o vampiro e a bruxa que acaba se tornando uma grande bagunça nas cenas finais.


De resto, para mim o elenco foi muito bem selecionado, as atuações impecáveis. Destaco ainda um outro detalhe que o Luiz comentou comigo, sobre a capacidade de Tim Burton de transformar as pessoas em figuras estranhas, como por exemplo, a belíssima Eva Green, que continua muito bonita, mas de uma maneira um tanto quanto bizarra.

Portanto, o saldo para mim foi super positivo. Fui ao cinema, vi uma estética que me agrada, atuações muito boas e, acima de tudo, me diverti! Mas, vale lembrar que não se deve ir assistir o filme esperando dar boas gargalhadas o tempo todo. A diversão e o humor vão além disso, dentro de uma realidade específica, portanto, entre nesse mundo obscuro e colorido, ao mesmo tempo, e divirta-se!

O fantástico mundo de Tim Burton

Tim Burton anuncia os primeiros nomes confirmados para o elenco do seu novo filme, Frankenweenie. O longa será produzido pela Walt Disney Pictures e neste mês foram anunciados os nomes de Winona Ryder, Martin Landau, Catherine O’Hara e Martin Short farão as vozes dos personagens da animação.

Todos eles já trabalharam com o diretor em produções anteriores. Ryder foi Kim, em “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e a Lydia de “Os Fantasmas se divertem” (1988), que também tinha O’Hara no elenco como a personagem Delia. Short fez o papel de Jerry Ross em “Marte ataca!” (1996) e Landau interpretou Béla Lugosi no longa “Ed Wood” (1994) além de ter feito uma participação em “A Lenda do Cavaleiro sem cabeça” (1999).

Na década de 1980, Burton iniciou sua carreira por meio de uma bolsa de estudos dos próprios estúdios da Disney para trabalhar com animação. Depois de realizar Vincent (1982), sua primeira animação, ele dirigiu dirige um filme de ação com 27 minutos, a primeira versão de “Frankeweenie” (1984).

A produção não foi lançada porque os responsáveis não a consideraram conveniente para o público infantil. Mesmo assim, o diretor foi contratado e começou a trabalhar no mesmo ano em séries para TV, no caminho para a direção de seu primeiro longa “As grandes aventuras de Pee-Wee” (1985).

O novo Frankenweenie será baseado neste curta-metragem homônimo do início da carreira de Burton. A história é sobre um garoto chamado Viktor e seu cãozinho, Sparky. Depois de sofrer com a morte do animal de estimação, o menino descobre o livro de Frankstein e resolve trazer seu amiguinho de volta à vida. A refilmagem tem previsão de estreia para 2012.

Acompanhe pelos vídeos as três partes do original Frankweenie e na sequância, uma linha do tempo com a filmografia de Tim Burton como diretor e produtor.

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